Paz e protesto

Por Caio Cuccino Teixeira

jose-luiz-datenaTriste com o episódio que deixou gravemente ferido o Santiago, nosso repórter cinematográfico da Band Rio. Triste com a incompetência desses políticos, incompetentes e covardes que colocam o bode na sala, aumentando tarifas num momento difícil do país e dando ao povo quase nada, principalmente um péssimo transporte coletivo.

Moral da história: quem tem o poder na mão, faz dele o que quer. Aumenta ônibus, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e, claro, coloca já de maneira imediata e legítima um povo sobrecarregado de impostos em manifestações pelas ruas do Brasil.

No meio desse povo vem gente violenta, que não tem interesse nenhum em defender a sociedade. Seu objetivo apenas é quebrar, bater, machucar e às vezes até matar. E aí parte da própria imprensa é omissa em tratar esses canalhas como um manifestante pacífico e verdadeiro, da mesma forma que os governos tratam os excessos policiais contra profissionais de imprensa e gente que vai às ruas com o interesse claro de mudar o país. Essa covardia me assusta.

Em ano eleitoral, além de perigosa, ela mostra cada vez mais a cara dessa nossa classe política despreparada, omissa e às vezes corrupta, que deixa o país à beira de uma convulsão social.

Enfim o brasileiro, principalmente os jovens, já provaram que ir às ruas pelas Diretas Já ou contra o governo ladrão do Collor de Mello dá resultado, mas isso com o povo interessado em ver um Brasil melhor, e não sendo massa de manobra de vagabundos que só pensam no voto.

O Brasil precisa e deve mudar, mas às custas de movimentos pacíficos que possuem muito mais força que gente que rasga a Constituição e faz da violência uma arma ilegítima de demonstração de força.

Força, por exemplo, foi a de um homenzinho pequeno, magro, que dobrou um dos maiores impérios de todos os tempos e fez da Índia um país livre. Com a não violência, Gandhi provou que para ser forte não é preciso ser agressivo.

Repito: os movimentos populares são legítimos, os violentos não. O país precisa mudar e, para isso, não podemos apagar fogo com gasolina. Só o fato de um cidadão se mostrar insatisfeito já abala a imagem dos homens do poder, o que dirá e como já aconteceu durante a Copa das Confederações, o movimento legítimo de jovens e pessoas de todas as idades, pacificamente ocupando as ruas e o entorno do Congresso Nacional.
Não à violência! Sim à voz e protesto legítimos do verdadeiro povo brasileiro.


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