Maranhão em chamas

Por fabiosaraiva

jose-luiz-datenaO que acontece no Maranhão é simplesmente o reflexo do falido sistema carcerário brasileiro. Os verdadeiros culpados por isso são os governos do nosso país que até hoje só tiveram a preocupação de empilhar preso em cadeias, que superlotadas funcionaram primeiro como um vestibular, e hoje já são, como falo há muito tempo, verdadeiras universidades do crime.

Antigamente as rebeliões que justificavam a intervenção da polícia eram muito maiores e, às vezes, terminavam em tragédia principalmente com a morte de detentos. A situação mudou.

Hoje, quase não se vê mais rebelião e as rixas entre facções são cada vez menores, respondendo quase sempre a um comando central. Moral da história: enquanto o sistema penitenciário se desorganizou, perdendo por completo o seu propósito de recuperar pessoas, o crime, na contramão da história, se torna cada vez mais organizado dentro da própria casa de detenção.

Ao invés de recuperar gente penalizada por crimes menores e que com certeza “tinha jeito”, o incompetente Estado brasileiro os misturou com bandidos perigosos, e ótimos professores para o caminho do mal.

Também na cadeia o governo é ineficaz. Isso tudo misturado a um conjunto de leis que ou é injusto por colocar na rua gente perigosa, nas famosas saídas temporárias, ou comete erros graves deixando na cadeia quem rouba pão e leite para comer.

Um verdadeiro exército que não tem ética, mas tem código, e que em qualquer momento pode acionar, de dentro dos presídios (até os de segurança máxima), gente daqui de fora disposta a matar ou morrer que desestabiliza todo o sistema de poder.

É na verdade uma verdadeira cadeia de poder paralelo de forma literal e sem qualquer uso do trocadilho. Enquanto isso, a governadora do Maranhão fica preocupada em desmentir o óbvio: que o seu Estado é governado pela família Sarney como se fosse o quintal da sua casa.

Aliás um quintal muito mal cuidado no que diz respeito à segurança pública, e também ao sistema carcerário, mas que com certeza possui uma farta cozinha à base de caviar e lagosta e regada a vinho importado, deixando, como sempre, a conta para o povo pagar.

Uma história tão ruim quanto a do patriarca da família que brinda a literatura nacional com “Marimbondos de Fogo”.

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