Copa da morte

Por Carolina Santos

jose-luiz-datenaA Copa do Mundo é nossa! Voltamos ao mesmo velho assunto: esse negócio de meterem a mão no dinheiro do povo. Quer dizer, o seu dinheiro. Dinheiro público que prometeram não usar para fazer estádios para a Copa de 2014.

Mentira! Usaram e abusaram, como sempre fazem com o dinheiro do eleitor. Prometem que vão devolver. Sabe quando? Nunca. É o chamado fundo perdido.

Tá bom, vamos lá. Isso já é mais ou menos rotina, afinal baderna com dinheiro do povo, nesse país, não é novidade, ou você acha que com esses caras do mensalão presos a farra acabou?

Evidente que não, a corrupção corre solta por aí e, amigo, cimento quase não tem medida. Podem lavar dinheiro à vontade, depende da fiscalização.

Não bastasse isso, o que mais me arrebenta o coração são, com certeza, as mortes que ocorrem por aí nas obras do evento “padrão Fifa”. Que padrão é esse, hein? Já morreu gente na construção do Itaquerão e agora mais um operário morto em Manaus. Afinal tanto esforço para que? Para o treinador da Inglaterra dizer que vai jogar contra a Itália no meio da selva?

Gastamos dinheiro do povo para deixar os gringos bem acomodados. Não só isso: estamos matando operários só para cumprir o “padrão Fifa”.

Quer saber? “Padrão Fifa” uma ova. Não precisa nem falar quantos hospitais e escolas poderíamos construir em benefício do já arrebentado povo brasileiro, em vez de ficar fazendo graça para uma competição internacional que dura um mês.

A Copa do Mundo já é nossa cinco vezes, uma sexta é claro que seria legal, mas não às custas de sangue, suor e vidas de gente da construção civil.

Isso também não é novidade! Quantos prédios, viadutos e outras obras mais você vê desabando por aí sem que ninguém vá para a cadeia? As fiscalizações dessas obras, por um motivo ou outro, já estão há muito tempo na marca do pênalti.

Fica a pergunta: quantas vidas mais serão necessárias para levantar uma taça tão pesada?

Me ajuda aí.

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