Ano digital

Por fabiosaraiva

plinioQual será o comportamento das marcas na internet em 2014? Os anunciantes sabem que precisam chamar a atenção dos consumidores e oferecer uma experiência digital. Plinio Okamoto, professor da Miami Ad School, revela o que vem por aí.

 

Quais os desafios das marcas no ambiente digital em 2014?

Aquele antigo conceito de horário nobre se dilui no ambiente digital. As marcas podem conseguir a atenção do consumidor a qualquer momento ao longo do dia, seja no computador, no tablet, no celular ou mesmo na gôndola do supermercado.  Teremos dois grandes eventos este ano que polarizarão a comunicação – a Copa do Mundo e as eleições – e terão fortes reflexos no meio digital. O desafio para as marcas é, neste cenário, ter a habilidade de contar histórias, criar experiências marcantes e relevantes através da tecnologia sem serem chatas e intrometidas. A publicidade se confundirá cada vez mais com entretenimento e conteúdo. As marcas aparecerão como coadjuvantes inseridos no contexto da comunicação, não mais como protagonistas.

 

Qual será o papel das redes sociais?

Será um ano de intensificação da conversa entre marcas e seus clientes. A geração de conteúdo relevante e de qualidade continua sendo importante, sendo que será cada vez mais comum o uso de vídeos curtos no Instagram ou no Vine como forma de transmitir os valores da marca.

A hegemonia do Facebook começa a dar sinais de declínio. Claro, continuará abocanhando grande parte dos investimentos de comunicação, mas já se constata um afastamento crescente do público mais jovem dessa plataforma, migrando para o Instagram, SnapChat e WhatsApp.

 

E a expectativa dos consumidores?

Diálogo, transparência e agilidade. Não necessariamente nessa ordem. O uso das redes sociais como SAC será ainda mais intenso e profissionalizado, alinhado com as expectativas dos consumidores que desejam respostas transparentes e soluções mais rápidas.  Qualquer divergência entre expectativa gerada e experiência com os produtos vai gerar reclamações que precisam ser respondidas com eficiência, sinceridade e, principalmente, ser humanizadas.

 

Como fazer a diferença num meio tão competitivo?

As marcas que conseguirem utilizar as informações abundantes disponíveis sobre seus clientes, o que tem se chamado de Big Data, e transformar esses dados em oportunidades para vender os produtos ou serviço no momento, local e para os clientes certos, certamente terão vantagem.

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