Foi por pouco, mas em 2015 tem mais!

Por fabiosaraiva

colunista helio-castronevesEu quero abrir a minha coluna de hoje agradecendo o apoio e a torcida de todo o pessoal que trabalha no Metro Jornal e esses nossos leitores maravilhosos. Foi uma temporada difícil e vou ser honesto com vocês, só não fui campeão por pouco. As circunstâncias da última corrida, no sábado passado em Fontana, estiveram a meu favor durante boa parte do tempo e só no finalzinho é que as chances deixaram de existir. Mas estou orgulhoso pelo trabalho realizado e pelo vice-campeonato.

Como vocês sabem, cheguei a Fontana com 51 pontos de desvantagem para o Will Power, meu teammate na Penske e que se tornou o campeão da temporada. Os problemas técnicos em Milwaukee e Mid-Ohio tiveram um peso muito grande para que me visse na rodada final com essa desvantagem. Mas por outro lado, o fato de estar diante de um desafio que contava 104 pontos, como o da etapa decisiva, me deixava bastante otimista.

Eu e minha equipe nos esforçamos muito e festejamos bastante a conquista da pole position, na sexta. Apesar de não ser algo verdadeiramente determinante a posição de largada num super speedway como o de Fontana, o resultado do qualifying foi importante por dois motivos. Primeiro foi ter conquistado o bônus de um ponto, o que já de cara me aproximou um pouco mais do Will na classificação do campeonato. O outro foi por estar com um carro bem consistente e isso só aumentou a minha confiança.

Na corrida, liderei uma boa parte das 250 voltas. E mesmo quando não estava em primeiro, ficava por ali entre os cinco, sem forçar o carro e guardando um pouco para dar tudo no sprint final. Esta estratégia funcionou até a minha sexta e última parada nos pits. Era a volta 216 e o grupo da frente estava muito embolado. A ideia era perder o menor tempo possível na entrada do pit, contar novamente com a extrema eficiência do meu pessoal e com isso ganhar mais terreno.

Mas foi nesse ponto que a coisa desandou. Há todo um controle de velocidade no pit e, antes dele, a gente tem o trajeto limitado por duas linhas brancas, que não podem ser ultrapassadas. Eu acabei ultrapassando e fui punido com um drive-through faltando 30 voltas. Acabou ali o meu campeonato. Mas quero dizer para vocês que foi um ano muito bom e estou muito feliz por fazer parte dessa família maravilhosa que é a Penske.

Por fim, apesar de a temporada ter acabado, os treinos e o trabalho fora das pistas continuam, inclusive a minha coluna. Então, forte abraço e até semana que vem!​

Helio Castroneves, 39, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 28conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002 e 2009). Disputará em 2014 sua 17ª temporada na categoria e 15ª pelo Team Penske.  

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