É sempre bom começar no pódio

Por Tercio Braga

helio-castronevesOi galera! Pois é, o Team Penske começou muito bem a temporada 2014 do Verizon IndyCar Series e eu assinalei o meu sexto pódio em St. Petersburg, o terceiro consecutivo. Não vou dizer para vocês que estou super feliz com o 3º lugar, afinal, meu objetivo era vencer. Mas sem dúvida foi uma maneira robusta de começar o campeonato.

Eu realmente tinha chances de vencer e vou explicar. O piso ainda molhado no sábado, depois que uma tempestade atrasou o Qualifying em mais de três horas, não foi o melhor dos mundos para mim. O meu Dallara Chevrolet #3,  com as cores da Hitachi, tinha andado muito bem no seco. Acabei fazendo o 10º tempo para a largada, mas isso acabou sendo um estímulo, pois largando mais atrás eu tinha de fazer uma corrida mais ofensiva desde o início.

Funciona mais ou menos assim. Quando a gente está largando na frente, a estratégia costuma ser mais conservadora porque o nível de risco que você está disposto a correr é pequeno. Agora, se está lá atrás, a forma de entrar na pista é mais agressiva, principalmente estando no meio do pelotão, com chances de chegar rapidamente nos ponteiros.

Na primeira volta ganhei duas posições e mais duas nas seguintes. Resultado, já era o 6º na terceira volta e com o carro funcionando muito bem com pneus vermelhos (com as laterais na cor vermelha, bem entendido, né?), que são mais aderentes e rápidos, mas duram menos que os pretos. Estava uma delícia guiar o carro naquelas condições e já era líder quando parei para o primeiro pit, na volta 28.

Foi aí que a gente não foi feliz. Pela estratégia da equipe eu coloquei os pretos, mas teria sido melhor repetir os vermelhos para manter o ritmo. Retomei os macios no segundo pit, que aconteceu na volta 54, e voltei a andar rápido. Entre a 65ª e 75ª voltas, derrubei a diferença para o Will Power, que já era líder, de 8s2 para 0s6. Mas aí aconteceu uma bandeira amarela e o lance mais estranho da corrida.

Aproveitei para colocar outro jogo de macios e estava grudado no Will, esperando a relargada. Mas quando o pace-car saiu da frente do grupo, o Will ao em vez de acelerar deu uma desacelerada. Malandrinho ele, né? Freei forte para não bater e o efeito dominó acabou sobrando para o Marco Andretti e para o Jack Hawksworth, que bateram. Quer dizer, nem aconteceu a verde. Na outra tentativa, na volta 88, a mesma coisa. Só que o Ryan Hunter-Reay aproveitou o fato de eu ter de desacelerar e me passou. Ou seja, numa corrida que tinha tudo para ganhar, terminei em 3º.

Faz parte e o importante é que começamos bem. A próxima será no dia 13 de abril, em Long Beach, outro circuito de rua dos mais legais. Forte abraço e vamos que vamos!!!

Helio Castroneves, 38, nasceu em São Paulo e foi criado em Ribeirão Preto. É o piloto brasileiro com mais vitórias na Indy, com 28 conquistas, e venceu três edições da Indy 500 (2001, 2002 e 2009). Disputa em 2014 sua 17ª temporada na categoria e 15ª pelo Team Penske.

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