Aqui e acolá (1)

Por Gustavo Varella

Hiria eguzkia zeru urdinarekin, izkina guztietan amets egiten dut, nire bihotza zurea da eta adore ematen dizu, Donostian zure per la del País Vasco!!!

Não. Meu teclado não enlouqueceu.

Esse é o refrão, escrito na língua do País Basco (norte da Espanha), do hino da cidade de San Sebastián (com a última sílaba tônica), que tive a felicidade de conhecer no fim de 2017.

Desde tempos imemoriais algumas pessoas (hoje cada vez mais) dedicam parte de seu tempo e de seus recursos para conhecer novos lugares, cidades ou países, quer por divertimento, quer por curiosidade de conhecer gente nova, outras culturas, outros cotidianos ou mesmo para voltar contando as novidades, como fez o italiano Marco Polo – que não era italiano (nasceu na atual Croácia) e se chamava Emilio – no quarto final da Idade Média (1271), trazendo para a Europa da época notícias sobre novas fronteiras e tecnologias como a pólvora, o compasso e o que posteriormente foi repaginado por Gutenberg sob o nome de “prensa de papel”.

Ah, o macarrão também, que era comprido e semelhante a um barbante, daí o nome de “spago”, que derivou o nosso “spaghetti”, que alguns séculos depois, com o tomate trazido do Peru pelos espanhóis guiados além mar por Colombo, faz a festa de inúmeras famílias nos almoços de domingo mundo afora… Tornando ao início desse texto, viagens servem também para que a gente se inteire de quão diferentes ou quão semelhantes podemos ser, nós humanos, independentemente da distância ou da cultura em que vivemos. Digo isso porque a tradução literal que fiz com a ajuda do “translator” do Google (do basco para o português) quase me fez cair da cadeira… Vamos à ela: “ Cidade sol com o céu azul, sonho de luz em todos os cantos, meu coração é teu e te adora, San Sebastián tu és a pérola do Basco!”

Lembrou de alguma coisa semelhante? Que tal “Cidade sol com o céu sempre azul, tu és o sonho de luz norte a sul, meu coração de adora e te quer, tu és Vitória meu sorriso de mulher”? Para que ninguém pense que estou a insinuar plagiada a letra de Pedro Caetano, destaco que fiz uma pesquisa e conclui que nosso querido compositor (paulista que adotou o Espírito Santo) a compôs na década de 1960, enquanto o refrão da música em questão data de meados da década de 1970. E a melodia é completamente distinta.

Mas vamos adiante: San Sebastián fica no norte da Espanha, muito embora seus habitantes considerem-se bascos, e não espanhóis. Suas origens remontam há milênios, coisa da pré-história mesmo, mais velha que nossa amada Vitória, quase pentacentenária. A cidade fica à beira-mar, no golfo da Cantábria; tem na pesca e no turismo suas maiores fontes de renda. Em seu centro e cercanias vivem aproximadamente 400 mil habitantes…

(Confira amanhã o restante dos detalhes que aproximam e distanciam Vitória e San Sebastián)

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