Não fique doente em 2014

Por fabiosaraiva

diego-casagrandeMeu desejo para você em 2014: não fique doente! Ficar doente na terra do Fortunati, do Tarso e da Dilma é coisa de alto risco. E vai uma sugestão também: caso fique doente, bem menos pior se tiver um plano de saúde. Esta é a realidade. O que estou dizendo não é novidade para boa parte dos brasileiros. Segundo estudo recente do IBGE com base em dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), um quarto dos brasileiros (24,7%) já tem plano. E este índice continuará crescendo. Dez anos antes, 17,9% da população tinha. O teto está longe de chegar. Pagar saúde privada hoje em dia é, mais do que qualquer coisa, ter alguma segurança.

O povo reclama da saúde. Diz que faltam médicos, curativos, remédios, consultas e cirurgias nos hospitais públicos e postos de saúde. E o povo tem total razão. A má gestão, os desmandos, a incompetência dos governos convivem conosco. A saúde só não está ruim nas propagandas de televisão dos governantes. Nelas perde-se a conta de quanta gente sorridente e corada se vê, quando isso é o que menos se encontra na vida real.

Semana passada precisei de atendimento médico. Muito indisposto, fui consultar um médico. Desloquei-me até a emergência de um grande hospital privado da capital, no setor que atende planos de saúde. Esperei uma hora e quarenta minutos na emergência, após passar pela triagem. Conversei com algumas pessoas, incluindo uma senhora que havia passado por dois hospitais públicos e um posto de saúde. Ela estava com hemorragia. “Ninguém me atendia. Informavam que não havia ginecologista. Já foi todo o meu dinheiro com táxi”, contou-me ela. Entre a consulta, o atendimento, a medicação que recebi, os exames de sangue e a liberação pelo médico, passei quase oito horas dentro do hospital e saí com a certeza de que não era nada mais grave. Antes, cruzei com a senhora que estava feliz por ser atendida e tratada.

Todos falam que os hospitais privados estão péssimos. Cheios estão, mas não há comparação. A falência do sistema público está afetando o setor privado, que não para de receber gente. Por mais planejamento que tenham, os hospitais estão superlotados por brasileiros que buscam na saúde privada um tratamento que não têm na saúde pública. E vai ficar pior porque o SUS não melhora.

Meu desejo: não fique doente em 2014.

Diego Casagrande é jornalista profissional diplomado desde 1993. Apresenta os programas BandNews Porto Alegre 1a Edição, às 9h, e Ciranda da Cidade, na Band AM 640, às 14h. Escreve no Metro Jornal de Porto Alegre

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