Plano B de Lula é ‘dominar o Congresso’

Por Cláudio Humberto

Lula nega publicamente que exista plano B, se for mesmo impedido de disputar a Presidência em 2018, mas em conversas reservadas deixa claro que a alternativa é eleger a maior bancada possível de deputados federais e senadores para “tomar o Legislativo”. Ele não cita outro petista, como o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad disputando o Planalto. O sonho de Lula é dar ao PT o poder exercido pelo “centrão”.

A inspiração

O plano B de Lula é inspirado no PMDB, cujo apoio viabilizou seu próprio governo e a falta dele acabou por inviabilizar o governo Dilma.

Busca do comando

O partido de maior bancada indica presidentes da Câmara e do Senado. Lula segredou a amigos que deseja ver o PT dominando o Congresso.

Garoto propaganda

Lula admite que ficará inelegível, mas solto. Por isso planeja percorrer o país tentando eleger o maior número possível de parlamentares.

Estratégia de poder

O PMDB, que não tem candidato próprio à Presidência desde 1989, faz parte da base aliada dos governos federais desde a década de 1990.

Empresas já ‘capturaram’ agências reguladoras

Foi positiva a ideia de criar as agências reguladores como órgãos de Estado, dirigentes com mandato e independentes de governo, mas, com o passar dos anos (e de vários governos), acabaram “capturadas” pelas empresas que deveriam fiscalizar. Na Aneel, por exemplo, as empresas distribuidoras de energia, com apoio do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, já tentam emplacar um preposto para sua direção, que tomará decisões sobre temas sensíveis para o setor.

Raposa no galinheiro

O mais cotado para o colegiado da Aneel é Marco Delgado, diretor da Abradee, a associação das empresas de energia elétrica.

Tubarões no aquário

A história da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) registra vários casos de dirigentes indicados por empresas de planos de saúde.

Cargos lotéricos

Os cargos de direção nas “agências reguladoras” estão entre os mais desejados em Brasília. Até porque pagam bem. Em todos os sentidos.

Cuidando do corpito

Amigos se impressionam com os novos hábitos do ex-presidente Lula, que agora acorda muito cedo para malhar durante 1 hora e meia, todo santo dia. Atribuem tanta disposição a sua nova namorada.

São mesmo uns abutres

No plano de recuperação da Oi, proposto à Vara de Falências do Rio, os “fundos abutres” garantem cargos de direção pelo mínimo de dois anos, incluindo a presidência (R$ 300 mil mensais) e mordomias.

Filantropia em crise

A Susep avalia concentrar títulos de capitalização nos bancos, abolindo a fonte de renda que resta às entidades filantrópicas. Com a escassez de dinheiro público e doações em queda livre, essas entidades podem interromper o atendimento médico e social em mais de 800 municípios.

Ministro vale um metrô

A Lava Jato identificou, no fim de 2016, propina de
R$ 2 milhões da Odebrecht em contrato no Metrô de São Paulo. A empreiteira pagou valor semelhante em 2004 ao atual presidente do Peru, então ministro.

Fala, Meirelles

Se o Brasil cresceria o dobro do esperado em 2018, segundo o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), no caso de a reforma da Previdência ser aprovada ainda este ano, o adiamento para fevereiro provocará o quê?

Torcedor de toga

Botafoguense “doente”, o criminalista Nelio Machado foi contratado para defender o Fluminense no caso de ingressos entregues a torcidas organizadas, que os repassavam a cambistas.

Apagar não é esquecer

Há 127 anos, o ministro da Fazenda, Ruy Barbosa, propôs destruir os arquivos relativos à escravidão no Brasil, abolida dois anos antes. A ideia era evitar pagar indenizações pedidas por “senhores de engenho”.

‘Menas’ estudo, mais apoio

O Paraná Pesquisa mostra que, em São Paulo, Lula ficaria em terceiro, com 19,4%, atrás de Alckmin (PSDB) e Bolsonaro (PSC). Seu melhor desempenho é entre os que têm apenas o ensino fundamental: 24,4%.

Pensando bem…

…o julgamento de Lula, 71, deve ter sido marcado logo em razão da prioridade prevista no Estatuto do Idoso, que ele sancionou em 2009.

Poder sem pudor: Protesto com prejuízo

Quando a ditadura fechou o Congresso, em 1966, determinou que os parlamentares se identificassem para entrar no prédio. O conservador Amaral Neto (RJ) se revoltou e, numa cena teatral, rasgou a carteirinha de deputado, diante do diretor da Câmara, Luciano Brandão, encarregado de identificar os deputados. Logo depois ele se lembrou que precisava do documento para viajar de graça (na época era assim) de avião.

– Providencie a segunda via, preciso viajar ao Rio – pediu a Brandão, baixinho.

E passou o resto da vida citando o gesto como sinal de sua “resistência”.

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