Projeto de submarino rende à Odebrecht R$ 2,7 bi

Por fabiosaraiva

claudio-humberto colunistaEstimada em R$ 20 bilhões, a parceria com a França para construção do submarino nuclear brasileiro é uma das muitas galinhas de ovos de ouro da empreiteira Odebrecht, a preferida da era Lula-Dilma, enrolada na Operação Lava Jato. Sob “dispensa de licitação”, a empresa baiana garantiu R$ 2,7 bilhões, mais que o orçamento anual da Presidência da República e quatro vezes mais que o do Supremo Tribunal Federal.

Ainda no papel

Os R$ 2,7 bilhões abocanhados pela Odebrecht até agora se referem só à construção do estaleiro. Submarino de verdade, talvez em 2025.

Raspou o tacho

O faturamento da Odebrecht na aventura brasileira do submarino nuclear é superior aos demais investimentos da Marinha em 2013.

Odebrecht.gov.br

Se a França colocou sua estatal Direction des Constructions Navales no acordo, coube à “cumpanhera” Odebrecht levar a parte do leão.

Bodas de Platina

O Programa Nuclear da Marinha vai atingir o objetivo 45 anos após o lançamento, caso a entrega do submarino seja feita dentro do prazo.

Genú, o mensaleiro, decidiu mudar de ramo

Ex-chefe de gabinete do PP na Câmara dos Deputados, considerado um dos maiores beneficiários do mensalão, João Cláudio Genú decidiu mudar de ramo: negocia a compra de um restaurante em Ipanema, bairro mais nobre do Rio de Janeiro. Negócio de R$ 2 milhões. Genú, que assessorava José Janene (PP), foi acusado no mensalão de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Dois crimes

João Cláudio Genú foi condenado em 2012 por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no processo do mensalão.

 Multa

Em 2012, Genú foi condenado a cumprir pena de quatro anos de reclusão, além de multa de R$ 260 mil. Mas não pegou cadeia.

 Livramento

João Cláudio Genú foi um dos onze mensaleiros que tiveram direito a novo julgamento após os famosos “embargos de declaração”.

Faça o que eu digo

No discurso de posse em 2003, Lula disse: “ser honesto é mais do que apenas não roubar e não deixar roubar. É também aplicar com eficiência e transparência, sem desperdícios, os recursos públicos”.

Cota pessoal 

O PSD aposta na permanência do ministro Guilherme Afif na Secretaria Micro e Pequena Empresa. Mas dirigentes do partido já dizem que não se sentem contemplados com a escolha, que é “pessoal”, de Dilma.

Óleo de peroba

Indignados com o Petrolão, funcionários da Petrobras entregaram cartazes na Câmara lançando novo óleo de peroba chamado “Lubrax, fórmula 171” para “lubrificar a corrupção, caixa 2 e a propina”.

Apartidário 

A Força Sindical cedeu carros de som ao protesto que reuniu 10 mil pessoas em São Paulo pedindo o impeachment de Dilma. Mas quem vestiu a camisa da central foi confundido com petistas e hostilizado.

Na nossa conta

O contribuinte vai gastar quase R$ 1,4 milhão em um serviço de “transfer” de deputados e servidores de estacionamentos até a Câmara. Os trechos são de 9 km e 5 km. De ônibus custaria 2 reais.

Pouca saúde e muita saúva

Indiciado na CPMI dos Correios em 2005, e nomeado diretor da estatal, Osmar de Assis, além de envolvido num rombo de R$ 7 milhões no plano de saúde da estatal no Rio, foi presidente do conselho deliberativo do plano Postal Saúde, cabide para indicados petistas.

Equilíbrio de forças

O Planalto tem um motivo a mais para incentivar o presidente do PSD, Gilberto Kassab (SP), a criar o Partido Liberal: enfraquecer o PMDB. O novo partido acomodará deputados de oposição e até da base aliada.

2018 é agora

Eleito senador José Serra (PSDB) tem sido citado para disputar a sucessão de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo em 2018. O vice-governador Márcio França (PSB) também está à espreita.

Siga o dilúvio 

Após o Petrolão, a premonição de Delúbio Soares contaminou Dilma. Não só o mensalão virou piada de salão, como o próprio governo.

 

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

 

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