Lavajato: delações ainda não incriminam Cabral

Por Nadia

claudio-humberto colunistaO ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral (PMDB) firmou reputação de truculência no exercício do poder, perseguindo e até usando forças policiais contra os críticos, e sua gestão é marcada por escândalos. Mas, segundo fontes ligadas à investigação, ao menos por enquanto, as referências a ele, nos depoimentos sob delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não o incriminam.

Pessoa jurídica

Cabral figurou na primeira lista de citados pelos vigaristas presos. Mas não era referência direta a ele, e sim a membros do seu governo.

Pegam no Pezão

As citações mais contundentes contra políticos do Rio, na delação premiada, atingem o atual governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Não tá comigo

Em sua defesa, Sérgio Cabral alegou apenas que Paulo Roberto já era diretor quando ele virou governador. Ninguém entendeu a relação.

O substituto

Diretor de Abastecimento da Petrobras, que substituiu Paulo Roberto em 2012, José Carlos Cosenza depõe quarta (22) na CPI do Petrolão.

Governo adia o ‘aparelhamento’ do Itamaraty 

O governo Dilma “abortou” o projeto, revelado nesta coluna, de nomear não concursados em cargos DAS (de comissão) no Ministério das Relações Exteriores, e desistiu da ordem a embaixadas e consulados, por Circular Telegráfica, para contratar membros da Defensoria Pública da União, sabe-se lá para quê. “Aparelhar” o Itamaraty, inchando-o de militantes, é velha ambição do PT, por isso o projeto foi apenas adiado.

Vontade antiga

O PT e Dilma há muito tentam ocupar com indicações políticas cargos reservados a funcionários de carreira. Queriam criar até ‘vice-cônsules’.

Revolta

A ordem para embaixadas e consulados (todos com graves problemas financeiros) contratar não diplomatas causou revolta mundo afora.

Garrote vil

Dilma diz detestar diplomatas e os submete à pindaíba. Há chefes de postos pagando do próprio bolso contas de luz e água das embaixadas.

Começou a briga

Lula acha que o afastamento dele da campanha é coisa do marqueteiro João Santana, que teria convencido Dilma ser possível vencer sem recorrer à “bengala” do criador. Mas não contava com Aécio no 2º turno.

Tiro no pé

Pesquisas mostram que os ataques do ministro Gilberto Carvalho à memória de Eduardo Campos, em sua última visita a Pernambuco, ofenderam a família, aliados e… eleitores. Dilma descobrirá no dia 26.

PMDB assanhado

Ao defender a renúncia de Michel Temer da presidência do PMDB, em caso de vitória de Aécio na Presidência, o líder da bancada, Eduardo Cunha (RJ), tenta se credenciar como interlocutor junto aos tucanos.

Roda presa

No Amapá, o governo de Camilo Capiberibe (PSB) é tão ruim que seu adversário Waldez Góes (PDT), que até já foi preso pela Polícia Federal, lidera com folga as intenções de voto no 2º turno: 58% x 30%.

Da cintura

Em Minas, a campanha de Dilma pretende explorar a “denúncia” de que uma rádio da família de Aécio Neves (PSDB) tem carros caros, como Land Rover. Faltou dizer que a emissora é uma empresa privada.

Foco no Rio 

Dilma Rousseff marcou um de seus últimos atos de campanha para quinta-feira (23) na Cinelândia, Rio de Janeiro. O evento contará, claro, com a presença de Lula, o seu criador.

Improvisação

O prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda, foi procurado em cima da hora, para integrar a executiva do PSB, na convenção que o partido realizou segunda-feira passada. Ele achou o fim da picada.

Greve

A Associação dos Peritos Criminais Federais aprovou indicativo de greve. Eles desconfiam de “métodos pouco republicanos” na edição da Medida Provisória 657/2014.

Pensando bem…

…precisa de marca-passo o “coração valente” de Dilma depois do debate de quinta-feira passada.

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