Cresce pressão para demitir presidente da Transpetro

Por fabiosaraiva

claudio-humberto colunistaAs denúncias do ex-diretor Paulo Roberto Costa de que teria recebido, pessoalmente, uma propina de R$ 500 mil do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, aumentou a pressão por sua demissão do cargo para evitar mais desgastes ao governo. A presidenta Dilma já tentou demitir Machado, mas acabou recuando para não gerar crise com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que o indicou para o cargo.

Onze anos no cargo

Ex-senador, Sérgio Machado está na presidência da Transpetro desde o início do governo Lula. Foi nomeado em junho de 2003.

‘Repasses’ de propina

No depoimento à Justiça, o ex-diretor Paulo Roberto Costa foi taxativo: “Na Transpetro houve alguns casos de repasses para políticos, sim”.

Estarrecimento

Antônio Figueiredo Basto, advogado de Youssef, relata o clima no depoimento de Paulo Costa: “Não se ouvia uma mosca na sala…”

Déjà vu

Senadores do PMDB temem que, em chamas, Sérgio Machado incinere a reeleição de Renan Calheiros na presidência do Senado.

‘Fogo amigo’ na denúncia contra avião de petista

A cúpula do PT-Minas e da campanha do governador eleito Fernando Pimentel suspeitam que foi produto de “fogo amigo” a denúncia que levou a Polícia Federal a realizar abordagem no avião que resultou na prisão de três pessoas, inclusive o empresário Benedito Rodrigues, o “Bené”, e a apreensão de R$ 116 mil. Afinal, adversários do PT em Minas não se beneficiariam de um escândalo posterior à eleição.

Vai que é tua

Pessoas ligadas ao PT sabiam a hora que “Bené” viajaria para Brasília. Fizeram imagens do seu embarque e avisaram a Polícia Federal.

Não monitorava

Se a PF monitorasse Bené, que usava com frequência jato privado em BH, uma abordagem durante a campanha teria sido mais reveladora.

Restos

Os R$ 116 mil apreendidos com Bené são “troco”, considerando que sua gráfica produziu toneladas de impressos para o PT-MG.

Falta gente na cadeia

A contundência dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef à Justiça, sobre o esquema de corrupção que destinava dinheiro roubado ao PT, PMDB e PP, mostra que ainda falta meter muita gente graúda na cadeia.

Partilha do afano

Segundo os depoimentos de ontem à Justiça, a quadrilha instalada na Petrobras entregou ao PT toda corrupção gerada pelas três principais diretorias da estatal: Exploração e Produção, Gás e Energia e Serviços.

Furando poço

Ao PMDB couberam os negócios sujos prospectados na área Internacional da Petrobras. O PP ficou com a diretoria de Abastecimento, a que “fura poço”, na definição malandra do ex-deputado Severino Cavalcante.

Tutti buona gente

A diretoria de Gás e Energia da Petrobras era chefiada por um amigo do senador Delcídio Amaral (PT-MS), Nestor Cerveró, aquele que fez o Brasil pagar US$ 1,3 bilhão pela refinaria que valia US$ 42,5 milhões.

Conta, conta

A gravação dos depoimentos dos delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef deixa os brasileiros ainda mais ansiosos pelos nomes dos políticos picaretas que receberam o dinheiro roubado.

Felizes da vida

Foi barulhento o café da manhã, ontem, em Brasília, que reuniu o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, e o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, ambos do PSB. Eles gargalham à toa.

#ForaAmaral

O PSB-PE negocia com o deputado Beto Albuquerque (RS) para lançar candidato pernambucano a presidente nacional da sigla contra Roberto Amaral, que ficou isolado na defesa de apoio a Dilma no 2º turno.

Magoou

Dirigentes do PSB acreditam que Marina Silva adiou apoio a Aécio Neves no 2º turno porque esperava ter sido consultada pelo partido antes da decisão. Ela queria ser a estrela.

Prisioneiro político

Com o detalhamento do assalto à Petrobras, Lula dirá agora que não só “não sabia de nada”, como também foi coagido.

 

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros 

www.claudiohumberto.com.br

 

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