Projetos de Delcídio e Mentor agora sob suspeita

Por Carolina Santos

claudio-humberto colunistaDois projetos propondo facilidades e até anistia para “repatriar” dinheiro não declarado (em geral, sujo) de brasileiros no exterior, agora estão sob suspeita, após a Operação Lava Jato. São do senador Delcídio Amaral (PT-MS), citado na delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do deputado José Mentor (PT-SP), citado no escândalo do Banestado, protagonizado pelo doleiro Alberto Youssef.

Contas no exterior

Em seus depoimentos, Paulo Roberto Costa detalhou pagamentos de propina a autoridades, inclusive parlamentares, em contas no exterior.

‘Cidadania fiscal’

A ementa do projeto de Mentor (2005), copiada por Delcídio em 2009, é um primor de caradurismo: chama isso de “cidadania fiscal”.

Coincidência?

Procuradores agora querem saber se é coincidência que esses projetos tenham sido propostos no auge da atuação da quadrilha na Petrobras.

Estranha generosidade

Os projetos sob suspeita anistiam o dono do dinheiro “repatriado” e fixam apenas 5% de imposto. Trabalhador paga até 27,5%.

Não foi ‘intimidação’:

Lobão Filho (PMDB-MA) | Pedro França/Agência Senado Lobão Filho (PMDB-MA) | Pedro França/Agência Senado


PF investigava denúncia 

A Polícia Federal não tentava “intimidar” o senador Lobão Filho (PMDB), candidato do clã Sarney ao governo do Maranhão, quando realizou buscas no seu avião, em São Luís. A PF apenas cumpria seu papel legal de averiguar grave denúncia. Há informações de que se tratava de suspeita de transporte de grande quantia de dinheiro. O Maranhão está no centro das atenções da PF desde que prendeu em São Luís o megadoleiro Alberto Youssef, na Operação Lava Jato.

Missão abortada

Há denúncia de que, antes de ser preso, Youssef recebeu em São Luís a missão de “repatriar” US$ 5 milhões para uma campanha majoritária.

Proximidade

Youssef foi preso quando se hospedava em hotel próximo à casa de veraneio do governo do Maranhão na praia de São Marcos.

Cautela, senhores

Michel Temer e Renan Calheiros podem se arrepender de acusar a PF, apressadamente, de “tentativa de intimidação” contra Lobão Filho.

Eike Batista| Fred Prouser/ Reuters Eike Batista| Fred Prouser/ Reuters

Teia  

A oposição identificou três telefonemas da EBX, de Eike Batista, para Humberto Sampaio Mesquita, que é genro do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, operador de esquema paralelo de corrupção.

O revolucionário

Sérgio Moro, jovem juiz de 41 anos, competente e incorruptível, tem nas mãos a chance de promover uma revolução no Brasil pela via da Justiça, a partir dos processos abertos com a Operação Lava Jato.

Briga interna

O PSB-PE está em campanha para eleger presidente nacional do partido o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, na convenção que Roberto Amaral, presidente interino, com a sensibilidade de hipopótamos em loja de cristais, marcou para segunda (29), às vésperas das eleições.

Ooops

Há dias, ao visitar hospitais de Minas, mulher do tucano Pimenta da Veiga, Ana Paola, achava que falava para instituições de caridade. Mas eram hospitais responsáveis pela maior parte do atendimento do SUS.

Longe de Skaf

Na tentativa de engajar o PMDB na campanha à reeleição de Dilma, o vice Michel Temer participa, segunda (29), de ato em Ribeirão Preto, terra de Baleia Rossi, presidente estadual do PMDB de São Paulo.

Tucano coruja 

O candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), todo orgulhoso, não se cansa de mostrar fotos dos filhos gêmeos com sua mulher, Letícia. Fez isso ontem durante escala do avião no Rio Grande do Sul.

Pé-frio em ação

O deputado Felipe Maia (DEM) ironiza a presença de Lula ao lado de adversários do pai, Robinson Faria (PSD), ao governo potiguar: “Nas últimas eleições no Rio Grande do Norte, todos que receberam apoio de Lula foram derrotados no 1º turno”.

Preço elevado

O deputado Danilo Forte (CE) está em campanha para eleger Eduardo Cunha (RJ) à presidência da Câmara. Ninguém merece. Preço muito alto para viabilizar a candidatura de Forte à liderança do PMDB.

Pergunta no palanque

Dilma desistiu de ir ao comício do PT em Brasília por que, depois de defender o indefensável na ONU, decidiu não repetir a dose?

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