Mobilidade sustentável nas eleições

Por Pro Coletivo

As eleições municipais são uma ótima oportunidade para discutir o futuro das cidades. E a mobilidade urbana é uma questão central nesse debate sobre as cidades que queremos. Porque a mobilidade se relaciona com a saúde, a sustentabilidade, a educação, a cidadania e a economia financeira. Com o tempo que a gente gasta para ir e vir, e que faz toda a diferença na qualidade de vida. A forma como a população se locomove influi em todas essas áreas. E colabora, quando a mobilidade urbana é bem planejada, para que as cidades sejam seguras, inclusivas e saudáveis. Para todos.

Com essa visão, de aprofundar o debate e as propostas sobre o tema, está sendo lançada a Campanha Mobilidade Sustentável nas Eleições, uma ação organizada por entidades que atuam há vários anos para melhorar o transporte público, a acessibilidade nas calçadas e a oferta de ciclovias, bicicletas públicas e outras infraestruturas cicloviárias.

O objetivo é racionalizar o uso do automóvel nas cidades, de forma a reduzir os congestionamentos, o ruído urbano e a poluição do ar. A campanha está sendo organizada pela Cidadeapé (Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo), projeto Como Anda, Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) e UCB (União de Ciclistas do Brasil).

Pro Coletivo Ciclovia na avenida Brigadeiro Faria Lima / Cidade Ativa

As entidades organizadoras, que têm experiência na incidência política, pretendem ajudar outras organizações da sociedade civil a inserir os modos sustentáveis de deslocamento nos programas de governo e mandatos das candidaturas às prefeituras e câmaras de vereadores para os municípios de todo país.

A ideia é que a mobilidade urbana sustentável seja promovida por ações e políticas públicas que priorizem os modos mais limpos e saudáveis de deslocamento, e com medidas para acalmar o trânsito, diminuir o uso do carro individual e reduzir as mortes, que têm níveis alarmantes no Brasil. A cada hora, cinco pessoas morrem em acidentes de trânsito no país, segundo um relatório divulgado em 2019 pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

Além disso, essas políticas devem ser elaboradas e implementadas com ampla participação da sociedade por meio de conselhos e atreladas a políticas urbanas que reduzam as desigualdades territoriais e sociais, ampliando o acesso a oportunidades.

As ações também envolvem o planejamento do uso do solo, o desenvolvimento urbano e o desenho do espaço construído, além da integração dos sistemas de transporte. As informações completas sobre a campanha, a inscrição e os materiais oferecidos estão disponíveis no site www.mobilidadenaseleicoes.org.br.


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