É preciso estimular as crianças a se tornarem empreendedoras

Por Ivana Moreira

O primeiro empreendedor surgiu no momento em que um indivíduo da nossa espécie usou a sua criatividade para identificar e resolver problemas através da inovação. “A capacidade empreendedora é uma manifestação natural do ser humano e acontece nas artes, nas ciências, nos governos, na política e também nas empresas”, diz o professor Fernando Dolabela. Considerado um dos principais estudiosos do empreendedorismo no Brasil, o autor de mais de 20 livros sobre o tema, incluindo o best seller “O Segredo de Luísa”, diz que, para garantir desenvolvimento social e econômico no país, é preciso estimular as crianças a se tornarem empreendedoras.

Todos nascem com potencial

Segundo ele, empreendedorismo é um valor cultural, uma forma de ser de um determinado grupo social e se propaga por meio do contágio social. “Todos os indivíduos da espécie humana nascem com o potencial empreendedor, que pode ser inibido ou estimulado tal qual outros potenciais como escrever, ler, calcular.”

Inibindo a criatividade

Historicamente, o potencial empreendedor tem sido desenvolvido fora da escola. Somente há quatro décadas, a academia começou a se interessar pelo tema. Em países como o Brasil, a sociedade, a escola e a família ainda criam obstáculos para o empreendedorismo, inibindo a criatividade de crianças e jovens. O que acaba limitando o desenvolvimento social e o crescimento econômico.

O maior patrimônio de cada um

“A educação no Brasil, da pré-escola à universidade, não estimula as crianças a se tornarem empreendedoras”, afirma. “Ela não tem como alvo desenvolver o maior patrimônio das pessoas: paixão, talento e criatividade.” De acordo com Dolabela, essa é a única forma de mobilizar a imensa energia que existe em cada ser humano desde quando ele é criança.

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