Lovecraft Country propõe revanche contra o racismo

Por Omelete

Vai soar familiar para muita gente a forma como Lovecraft Country aborda seu universo temático, no primeiro episódio da nova série da HBO, exibido no último domingo. É familiar não só pelas referências e pelas citações pontuais de personagens, temas e situações tirados da “baixa literatura” de H.P. Lovecraft e Edgar Rice Burroughs, mas principalmente é familiar porque trata esse universo de fantasia pelo olhar do fã.

A reviravolta que torna Lovecraft Country interessante é que essa romantização da eterna infância do nerd – uma fantasia essencialmente branca, masculina e heterossexual – é impossível para os negros nos EUA, que descobrem cedo o fim da inocência e as injustiças da vida. A série se passa nos anos 1950, nos anos tensos que antecedem as conquistas de direitos civis na década de 1960, e a segregação institucionalizada está no centro da trama, sobre monstros metafóricos e “reais” do racismo.

Na essência, a série propõe uma grande revanche contra esse racismo, que vem como catarse tarantinesca – na medida em que atribui a si mesmo, por meio da cinefilia, uma autoridade para reescrever e corrigir injustiças históricas na ficção. Lovecraft Country é a cultura de fã legitimada na práxis em nome de um bem maior.

FRASE DA SEMANA

“Vamos continuar publicando histórias em quadrinhos”

Chefe criativo da DC Comics, Jim Lee responde à demissão de 30% da equipe editorial com a promessa de que as séries não serão afetadas

Sobe

Disney+ – O serviço de streaming já tem data para chegar ao Brasil, 17 de novembro, e virá com catálogo completo e sincronizado com os lançamentos dos EUA

Desce

Matrix – Lawrence Fishburne confirmou que não estará no quarto filme. O ator, que interpretou o Morpheus, disse que nem foi convidado para o projeto

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