O isolamento-arte

Por Omelete

Já dá pra sentir na cultura pop, em filmes e séries, os impactos comportamentais da pandemia. Na impossibilidade de retomar gravações normalmente, a produção audiovisual no isolamento acontece e inevitavelmente trata da própria quarentena. Até a grande dama do cinema nacional Fernanda Montenegro está criando com sua família, em um sítio, uma história intitulada “Amores Possíveis”, sobre uma mãe que esconde da filha o fim da pandemia porque as duas se aproximaram durante o isolamento.

Exibida na Warner Channel e disponibilizada no YouTube, a minissérie “Carenteners” atingiu um público de 600 mil pessoas, de acordo com a emissora, e é tida como um caso de sucesso nesse novo cenário. Cada ator e atriz gravou suas próprias cenas em casa, tendo que se virar com aspectos técnicos que normalmente são atribuição de iluminadores e câmeras. Disponível no Globoplay e exibida também na TV aberta, “Diário de um Confinado” é outro exemplo de produção que trata da rotina durante a pandemia; Bruno Mazzeo vive um personagem diante do estresse das simples tarefas de casa.

Se os temas e as situações não parecem fugir muito de um mesmo olhar, a Netflix aposta nos nomes célebres. É a antologia de curtas “feitos em Casa”, com cineastas de prestígio, como Paolo Sorrentino, Naomi Kawase e Pablo Larraín, e nomes estrelados, como Maggie Gyllenhaal e Kristen Stewart, em tramas sobre chamadas de vídeo, convivência de casais e monotonia do isolamento social. Se a arte primeiro responde à vida de forma imediata, em narrativas marcadas principalmente pela urgência do relato, não é diferente em 2020 com o novo coronavírus.

FRASE DA SEMANA:

“Escrever a partir do ponto de vista dele me deixou mais ansiosa. E a experiência de escrever esse livro não foi super agradável”

A autora de “Crepúsculo”, Stephenie Meyer, diz que a história da saga recontada pelo olhar do vampiro Edward será só um livro; “Sol da Meia-Noite“ acaba de chegar às livrarias

NERDÔMETRO

Sobe

Sarah Paulson: Além de voltar ao terror estrelando a série Ratched da Netflix, a atriz vai dirigir um derivado de American Horror Story

Desce

John Boyne: Para seu novo livro, o autor de “O Menino do Pijama Listrado” pesquisou no Google como tingir vermelho e, sem saber, citou ingredientes tirados de The Legend of Zelda

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