É possível amar os filhos e não gostar de ser mãe?

Por Ivana Moreira

Falar sobre esse tema é sempre delicado. Filhos que não se sentiram amados por suas mães e mães que não tiveram prazer em ser mães. Escritora e palestrante, a educadora portuguesa Magda Gomes Dias diz que “tirar o pano que cobre essas duas verdades” é urgente e necessário. Pelo bem dos filhos e das mães. Segundo ela, é possível sim amar os filhos e não gostar de ser mãe.

Escolhendo comportamentos

“Não escolhemos as nossas emoções, mas podemos escolher os nossos comportamentos”, explica Magda. Segundo ela, quando o peso do “amor incondicional de mãe” deixa de recair sobre uma mulher, essa mulher pode conscientemente fazer a escolha de trabalhar para que seu filho se sinta amado, a despeito dos seus conflitos com a maternidade em si. “Não é o que está dentro de nós que importa neste momento, mas sim a forma como o outro, o seu filho, se sente amado.”

Exercício libertador

Autora do best-seller “Crianças Felizes”, Magda Gomes Dias garante que é profundamente libertador para uma mulher quando consegue admitir que, embora ame seus filhos, não gosta do exercício da maternidade. Isso não significa que ela não possa criar filhos saudáveis, que se sintam seguros e amados. Para Magda, a mulher que não procura enganar-se a propósito de quem é e do que ela sente em relação à maternidade, vive em paz com isso, se entende e se aceita assim. Não existe resistência ou desconforto.

Um oceano de diferença

“Amar ou não amar não me parece ser o mais importante nesta relação”, argumenta a educadora. Fundadora da Escola da Parentalidade e Educação Positivas, ela explica que vem se dedicando há anos a ensinar mães – e também pais – a fazerem com que os pequenos se sintam amados através de gestos e atitudes. Porque isso sim é o importante na relação entre pais e filhos. “Isso é um oceano de diferença!”

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