73% dos pais ainda acreditam na eficácia dos castigos

Por Ivana Moreira

Dar castigos às crianças, gritar com elas e até mesmo dar palmadas são ações consideradas necessárias por muitos pais na educação dos filhos. É o que diz o estudo “Primeira Infância Para Adultos Saudáveis”. Segundo a pesquisa feita pelo Instituto de Saúde com apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, 73% dos pais acreditam na eficácia dos castigos; quase metade deles (49%) acha que é preciso dar palmadas; e 25% acha que os gritos funcionam. 

O efeito da pandemia

Os dados foram coletados em outubro de 2019, portanto antes da pandemia do novo coronavírus – o que causa preocupação em relação ao agravamento dessas ações durante a quarentena. “A criança está o tempo todo com os pais, com as escolas fechadas, e a gente tem que levar em consideração que é uma situação de estresse para famílias, para cuidadores”, destaca a diretora-assistente do Instituto de Saúde.  Neste contexto, é possível que a “disciplina punitiva” esteja sendo usada com mais frequência do que antes.

O efeito no desenvolvimento

A preocupação principal dos especialistas é com os efeitos que ações como dar castigos, gritar e bater podem ter no desenvolvimento das crianças. Estudos da neurociência mostram que pode haver impactos negativos na saúde mental, desencadeando problemas comportamentais. De acordo com Sônia, o objetivo da pesquisa é conhecer a realidade em relação à criação dos filhos para traçar um trabalho de orientação aos pais,  para que não utilizem esse tipo de prática.

Disciplina, sim. Violência, não

“É claro que os pais precisam ter práticas de disciplina (em relação aos filhos), mas recomendamos que não sejam violentas”, afirma a diretora-assistente. Segundo ela, o ideal é conversar com a criança e explicar o que é esperado do comportamento e quais serão as consequências de um comportamento não adequado. “Sempre priorizando o diálogo e dando bons exemplos”, orienta.

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