Mães que levam, buscam e ensinam

Por Pro Coletivo

Nesse domingo, dia 10 de maio, comemoramos o Dia das Mães, e é bom lembrar como elas são as grandes responsáveis pela mobilidade dos filhos. Levam à escola, ao médico, à aula de balé ou futebol… Buscam na casa da avó, nas festinhas de aniversário, no curso de inglês…

Ao longo dos anos, os filhos vão ganhando autonomia e dando os seus próprios passos sozinhos, mas por um bom tempo quem leva para lá e para cá são os integrantes da família. E são as mães – e isso é um dado mundial – as que mais acompanham os filhos à escola. Em geral, três vezes mais do que os pais.

Esse Dia das Mães será diferente por causa da quarentena: com almoço em família ou delivery, sem passeios no parque ou saídas para restaurantes. Mas depois que o vírus der uma trégua, o que esperamos que seja logo, o vaivém nas ruas tende a voltar. E aí está uma ótima oportunidade para repensar a nossa mobilidade urbana.

Será que é preciso mesmo levar a criança no carro, até no trajeto mais curto? Há um grande prazer em caminhar com os filhos, observando os detalhes das ruas, das árvores e da arquitetura da cidade. Ou ir de bicicleta, como fazem muitas mães por esse Brasil afora.

Já o transporte coletivo, apesar da apreensão por causa da covid-19, irá e deverá voltar com força total. Logicamente, com uso de máscara e medidas mais rígidas de higiene, mas voltará. Metrô, trem e ônibus são essenciais para as cidades, pois transportam um grande número de passageiros e são mais sustentáveis, seguros e econômicos do que o carro movido a combustão, que carrega em geral uma pessoa apenas (essa é a média em São Paulo).

MOBILIDADE DO CUIDADO
As mulheres costumam ser mais sensíveis às pautas ambientais e se mostram dispostas a mudar o comportamento para preservar o meio ambiente – e, consequentemente, a saúde de seus filhos. Assim, tendem a enxergar a volta à rotina na pós-pandemia de uma forma mais simples e prática. Há quem considere, por exemplo, procurar um curso mais próximo de casa para o filho, para ele ir a pé. Ou programar um sistema de carona com as mães da escola.

Mas a parcela feminina é também a mais afetada pela falta de segurança nas ruas e pela ausência de equipamentos e serviços públicos adequados (especialmente nas periferias). Cumprindo duplas e até triplas jornadas, as mulheres e mães são as heroínas da “mobilidade do cuidado”, que envolve os deslocamentos feitos para acompanhar e cuidar de outras pessoas.

Que as cidades possam ser planejadas visando e respeitando as suas necessidades: com boa iluminação nas ruas, calçadas decentes e transporte coletivo de qualidade, entre outras demandas para suprir o direito constitucional de ir e vir

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