O que podemos aprender nessa quarentena?

Por Pro Coletivo

Em São Paulo, onde a poluição do ar, causada pelas emissões da imensa frota de carros, forma uma crosta escura no horizonte, é nítida a mudança no céu. Desde que começou o isolamento, ele tem estado bem mais claro, limpo e azulado. E é verdade. A capital paulista registrou queda acentuada da poluição atmosférica com a implantação do isolamento social. De acordo com a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), a concentração máxima de monóxido de carbono (CO) na Estação Marginal Tietê – Ponte dos Remédios tem sido, desde o dia 20 de março, de 1,0 ppm (partes por milhão). Para se ter uma ideia da queda desse poluente, o padrão, antes do isolamento, era de 9 ppm. Segundo a Cetesb, todas as 29 estações de monitoramento da Região Metropolitana de São Paulo têm registrado boa qualidade do ar nesse período de quarentena.

Repense a sua mobilidade

• Esse resultado não é por acaso. A escolha do uso do carro contribui com 45 vezes mais emissões de dióxido de carbono na atmosfera e 30 vezes mais de monóxido de carbono do que o uso do ônibus. Por isso é tão importante repensar a nossa mobilidade. E cobrar dos governos o investimento maciço em metrôs, trens, ônibus elétricos e ciclovias.

• E também muitas ciclovias, em todas as regiões das cidades. Capitais como Amsterdã, Copenhague, Berlim, Paris e Bogotá mostram que é fundamental incentivar a migração do automóvel particular para a bicicleta. Os benefícios na saúde das pessoas são imensos.

• Quando o isolamento, a pandemia e o medo passarem, devemos melhorar nosso jeito de se mover e viver. Usando bem menos o carro e mais o transporte coletivo. Aproveitando trajetos curtos para caminhar ou pedalar. E propondo sistemas de carona no condomínio do prédio, no trabalho e na faculdade. É desalentador ver apenas um indivíduo em seu veículo. A conta não fecha: um carro de 2 toneladas para carregar um corpo de 70 ou 80 kg?

• A poluição do ar mata 11 mil pessoas por ano só na cidade de São Paulo. Além disso, 2 mil pessoas morrem na capital anualmente em acidentes de carros – a maior parte pedestres.

• Dá sim para melhorar, e a solução está em cada um de nós. Está no exercício da cidadania, da sustentabilidade e da coletividade. Quando a gente pensa no outro com empatia, se colocando no lugar dele, revertemos também para o nosso próprio bem-estar. Para podermos respirar e viver com saúde no futuro próximo, que já é agora.

O Pro Coletivo ajuda as pessoas a aproveitar a vida se locomovendo de forma inteligente

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