Hoje quem fala é o poeta

Por José Luiz Datena

Vejo que o medo cresce na sociedade. Ele parece estar por trás de cada manchete de jornal, de cada rosto que aparece falando do vírus, de cada pergunta nas coletivas de TV. O medo espantou as pessoas e esvaziou as ruas, os teatros, os campos de futebol, os restaurantes.

O medo está se tornando presente também nas casas e em todos os lugares. Lembrei-me de um poema sobre o medo do grande Carlos Drummond de Andrade. Quer ler comigo nesta coluna? Chama-se “Congresso
Internacional do Medo”.

“Provisoriamente não cantaremos o amor, que se refugiou abaixo dos subterrâneos. Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio, porque este não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas, cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas, cantaremos o medo da morte e o medo depois da morte. Depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas”.  Carlos Drummond de Andrade.

Que DEUS nos ajude

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