O dia em que a Terra parou

Por José Luiz Datena

Já cansei de ver na TV, principalmente nos canais fechados, as mil e uma maneiras de destruir o planeta.

Acabar mesmo com a humanidade.

Desde zumbis correndo atrás de você para dar uma mordidinha até asteroides, que dizem ter exterminado os dinossauros, passando por guerras atômicas, agentes químicos fora de controle, terremotos, tsunamis e, claro, o bom e velho microscópico inimigo número um de todos nós, seres humanos: o vírus.

Já passamos perto por causa dos ratos, não aqueles que elegemos, nem o ratatouille do filme, mas rato que foi o transmissor, por meio de uma pulguinha que pegava carona nele, que causou a peste bubônica e quase nos apagou da História.

A mais recente, a gripe espanhola, acabou com boa parte dos seres viventes. E, de bandeja (ou sobremesa), teve a gripe do porco, a gripe das aves… ah, e com todos os campeonatos parando, a gente não pode esquecer do ebola, que surgiu na África e chegou até os Estados Unidos. Mas nunca tantos ficaram tão assustados como agora com a covid-19. Pior que tem nome de cerveja: coronavírus que, diferentemente da cerveja, não deixa só tonto; mata mesmo! Se bem que, aqui no Brasil, nós até conseguimos fabricar cerveja mortal.

Não confunda: a cerveja Corona não mata, mas a Belorizontina matou um monte de gente.

Viu como tudo acaba em brincadeira no país do futebol? Pois é, depois do 7 a 1 contra a Alemanha a gente deveria ter aprendido a não brincar com coisa séria.

Essa doença é perigosa, mortal e extremamente contagiosa. Por isso, leve a sério as autoridades sanitárias: evite lugares cheios, lave as mãos com água e sabão, use álcool em gel, por mais que você ame, não beije ninguém. Por favor, se for velho, como eu, cometa a barbaridade necessária de ficar longe de seus netos.

Não é o vírus que mata, é a desinformação e fazer piada com a morte. Que Deus nos ajude.

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