É ciência, não é crendice: filhos aumentam a atividade cerebral das mulheres

Por Ivana Moreira

Quem tem filho sabe quantas verdades íntimas se afloram com a chegada de um bebê em casa. E quanto se aprende. Se você é mãe e se sente muito diferente após a chegada dos filhos, saiba que isso não é coisa da sua cabeça, não! As mulheres adquirem novas habilidades com a maternidade – e não faltam estudos para provar isso.

Dar conta de um monte de tarefas simultâneas, ter mais empatia pelo outro e  mais tolerância ao estresse são alguns aprendizados que os filhos provocam. Mas, na verdade, as mudanças surgem já na gestação. Uma pesquisa do Royal Holloway, da Universidade de Londres, mostra que durante a gravidez há um crescimento das atividades neurais do lado direito do cérebro – justamente a parte responsável pelas capacidades cognitivas ligadas à criatividade, relacionamento interpessoal e controle das emoções. 

O mundo corporativo não entendeu

Apesar das evidências científicas, é triste constatar que o mundo corporativo ainda não entendeu isso. Quase metade das mulheres brasileiras que se tornam mães perde o emprego em até dois anos após a licença-maternidade. Dá para acreditar? Os dados são de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ouviu 247 mil mulheres com idades entre 25 e 35 anos. 

Não é por acaso que surgem no país iniciativas como o “Contrate uma mãe”,  primeiro banco de currículos do Brasil para recolocação profissional de mães. A ideia é que mães de todas as idades que buscam uma recolocação possam cadastrar o currículo no site incluindo um pequeno texto sobre as habilidades adquiridas graças à maternidade.

Preconceito do chão ao topo

É preciso celebrar iniciativas como essa para que mais mães possam ser protagonistas no mercado corporativo, como a vice-presidente do banco digital Nubank. Com um barrigão de 40 semanas, poucos dias antes de parir sua segunda filha, Cristina Junqueira posou para a capa da revista Forbes Brasil, ilustrando uma reportagem sobre as 20 mulheres mais poderosas do país. Se o preconceito é grande no chão de fábrica, o que dizer do topo da hierarquia? Estima-se que só 5% das empresas brasileiras tenham mulheres nos chamados cargos de alta liderança (diretoras, vice-presidentes, presidentes, conselheiras).

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