Canguru no Metro: As brigas de irmãos e a sanidade dos pais

Por Ivana Moreira

Seus filhos brigam por causa de um brinquedo, para ver quem escova os dentes primeiro, pelo tamanho do pedaço do bolo? Fique tranquila, brigas entre irmãos são a coisa mais comum do mundo. “Todo relacionamento humano tem conflito porque são dois indivíduos com necessidades diferentes”, diz a psicóloga americana Laura Markham, uma estudiosa do tema, em artigo publicado pelo The New York Times. Mas, como você sabe, às vezes, acontece dos dois (ou três, quatro…) indivíduos que moram na sua casa precisarem exatamente do mesmo bicho de pelúcia ao mesmo tempo.

Atuar como mediador nos conflitos é uma das formas dos pais ajudarem os filhos a se entenderem. Procurar acalmá-los e fazer com que ouçam um ao outro, em vez de decidir como a briga vai acabar, pode ser bem eficaz.  Confira as quatro regras para atuar como mediador:

  1. Estabeleça regras básicas que impeçam novos combates à medida que o problema estiver sendo resolvido. “Vocês dois parecem chateados. Vamos respirar fundo e eu vou pegar o urso pelo qual estão brigando e colocá-lo no armário. Então falaremos sobre isso, está bem?”
  2. Peça a cada irmão que descreva o que aconteceu, identifique pontos de discórdia e de consenso. “Então vocês dois concordam que ‘Bruno’ estava brincando com o urso. ‘Bia’ diz que pediu uma vez, certo? ‘Bruno’, você disse que não a ouviu? Isso fez ‘Bia’ se sentir frustrada, porque ela pensou que você a estava ignorando e depois bateu em você.”
  3. Estimule a compreensão e empatia mútuas entre os irmãos, incentivando-os a discutir seus sentimentos. “Então ‘Bruno’, por que‘Bia’ está dizendo que você ficou bravo? ‘Bia’, por que ‘Bruno’ começou a gritar quando você bateu nele?”
  4. Ajude os irmãos a pensar em soluções para o problema. “De que maneira vocês dois podem corrigir isso? O que você poderia fazer diferente da próxima vez?”

Para a sanidade dos pais

Um estudo publicado em 2014 demonstrou que, quando os pais eram ensinados a usar técnicas de mediação, seus filhos se tornavam capazes de falar sobre os sentimentos – seus e de seus irmãos – e conseguiam discutir soluções em potencial. Mediação toma tempo e exige esforço, sobretudo no início. Mas, com a prática, as coisas melhoram e mudam mais rápido. Segundo os especialistas, mediação deve ser vista como “um investimento para a sanidade dos pais”. Vale a pena tentar, não acha?

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