Faça a vida valer a pena

Por José Luiz Datena

Feliz Ano Novo? Para os mesmos. A grande maioria tem o de sempre na ceia. Quase nada. Na mesa e no bolso.

O ano novo. Aí é possível sonhar. Com um país mais justo. Menos desigual. Nunca perca a esperança, principalmente no brasileiro. Acho e digo isso sempre: que o nosso maior bem é a força popular, que resiste a tudo. Desde o desemprego, a falta de saúde e educação.

É preciso sonhar para continuar vivendo depois da pior recessão da nossa história. A maioria de vocês que estão lendo essa coluna merecem medalha de ouro na batalha do dia a dia. Salto em distância da corrupção e desmando de parte da nossa classe política. Corrida com barreiras num trânsito assassino que cada vez mata mais. Natação nas enchentes da vida que arrastam a terra montanha abaixo, engolindo gente que mora equilibrada em áreas de risco.

Mas ter esperança é mais que preciso. Semana passada visitei a Fraternidade Irmã Clara. Lar de 48 crianças e adultos com paralisia cerebral. A maioria não fala e alguns nem família têm. É uma organização que não tem apoio político nem governamental, depende de doação, cada vez mais escassa em período de crise. A doença limita desde alimentação a movimentos físicos, mas não consegue limitar sentimentos. Há crianças que mesmo com dor e falta de coordenação motora conseguem sorrir.

Perguntei ao Rinaldo, que fala com dificuldade, sobre o que é a vida. Resposta curta: DEUS. Insisti em perguntar sobre felicidade apesar da dor e preconceito. Ele respondeu que era feliz e rezava todo dia.

Se ele consegue apesar do pouco que a vida lhe deu, você também pode conseguir. O remédio é simples: use a saúde, que é a maior dádiva divina para superar obstáculos.

Um feliz Ano Novo de esperança. Se duvidar disso, faça como as crianças que conheci na Fraternidade Irmã Clara. Sorria e reze. Não reclame, faça a vida valer a pena.

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