Candidato não é bombril (pode ser produto)

Por José Luiz Datena

Parece brincadeira, mas é verdade. Em um país de 13 milhões de desempregados e 16 milhões de miseráveis, esses políticos querem R$ 4 bilhões para financiar campanhas ano que vem. Isso é inaceitável! Ainda mais quando isso significa tirar dinheiro do saneamento básico (100 milhões de brasileiros nem privada têm), além de saúde e habitação num país campeão mundial de favelas. Favelas mesmo. Não comunidades como gostam de falar. Gente pobre esquecida pelo estado.

Campanha política deveria ser feita com celular e só. Sem marqueteiro ou coisa que o valha. Você fala o que pretende e é julgado  pelo povo nas urnas. Sem adornos publicitários como se fosse anunciar Bombril. É uma vergonha gastar tanto dinheiro com candidatos ruins vendidos nas prateleiras do horário eleitoral. Chega de enganar: ou a coisa é justa e cada um mostra o que é de verdade ou ninguém acredita mais. Todos deveriam ter o mesmo tempo em rádio ou TV. Dizem suas propostas e se submetem ao voto.

Afinal a verdade sempre chega por último e a mentira sempre é a primeira em tudo. A mentira da palavra arrasta o menos avisado ao erro da escolha. Possuir a arte de conversar não é pensar no povo. Já cansamos de ver vendedores de ilusão. Precisamos de gente honesta, sincera e transparente, que pensa de verdade no bem estar do Brasil. Para isso precisa de tanto dinheiro desviado das necessidades básicas do povo? Claro que não. Queremos quem faça, não quem fala que vai fazer. Há como ser sábio sem prometer e não cumprir. Basta ser verdadeiro para quem está cansado de promessa. Palavras são apenas vento se não tiver a garantia da verdade. Fácil prometer. Duro é cumprir. Precisamos conhecer árvores que dão folhas para sombra e fruto para o alimento e outras que não dão nem uma coisa nem outra. Mas cometer a tolice de alimentar o monstro político com R$ 4 bilhões e zombar de um país que começa sair da pior recessão da sua história é loucura.

Nós somos um povo pacífico, afinal guerras e revoltas apesar do resultado só levam à morte. Mas tudo tem um limite, que tem que ser respeitado. O povo precisa estar em primeiro lugar. Suas prioridades de vida estão acima do individual político. Isso é democracia. Voto não se compra com campanhas milionárias. As pessoas que querem cargo no governo, seja ele qual for, têm que ser o que são. Transparentes como a água, que não tem gosto nem fedor da corrupção. Mas é vital para a vida.

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