‘Coringa’ e a polêmica relação entre o cinema e a violência

Por Omelete

“Coringa” chama atenção desde que passou nos festivais de Veneza e Toronto. Com a chegada aos cinemas, proliferam conversas em fóruns online em que grupos disseminam ideias extremistas e violentas. Entre essas comunidades, a que mais tem usado o filme como justificativa para atos violentos – antes mesmo de assisti-lo – é a dos chamados “incel”, sigla em inglês para “celibatários involuntários”, que, com argumentos misóginos, culpam a sociedade pela falta de relações íntimas em suas vidas.

As ameaças de uma “revolução incel” mudaram até mesmo o tom das entrevistas com Todd Phillips e Joaquin Phoenix, diretor e astro do filme, que se viram obrigados a discutir uma possível influência do longa em algum ato de violência que venha a acontecer.

Infelizmente, essa não é a primeira vez que a sétima arte é usada por pessoas com ideias problemáticas como justificativa para seus atos. Diversos filmes, hoje considerados obras-primas foram, inicialmente, recebidos com certo choque e até vaiados em festivais.

Passado o espanto das reações iniciais, as abordagens escolhidas pelos cineastas tornaram-se exemplos e base de discussão e parte obrigatória da coleção de qualquer cinéfilo.

Omelete Arte / Metro Jornal
Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo