Dicas importantes para quem quer parar de fumar

Por Angélica Banhara

Sem rodeios, FUMAR MATA. A gente, que se preocupa com as doenças causadas pelos os agrotóxicos, pela poluição etc, não pode deixar de enxergar esse problema que está na nossa frente. Aproveito o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, para lembrar que fumar não é cool, não é legal.

Fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes, têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual. Além disso, envelhecem mais depressa e ficam com os dentes amarelados, cabelos opacos, pele enrugada e impregnada pelo cheiro de cigarro. Mas isso é só o começo: estima-se que, no Brasil, a cada ano, cerca de 157 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo cigarro e derivados.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), as substâncias presentes no cigarro (industrializado ou não, e também no charuto, no cachimbo, no rapé, no narguilé e no cigarro eletrônico) estão associadas a mais de 50 enfermidades, entre elas vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia), doenças respiratórias (enfisema pulmonar, bronquite crônica, asma, infecções respiratórias) e cardiovasculares. O tabagismo também está relacionado a úlcera do aparelho digestivo, osteoporose, catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce e complicações na gravidez.
Estão correndo esses riscos cerca de 19 milhões de brasileiros (9,3% da população), que afirmavam ser fumantes em 2018, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A boa notícia é que, nos últimos 12 anos, a quantidade de pessoas que fumam caiu 40% no país.
Largar o cigarro não é fácil, pois a nicotina ativa regiões do cérebro ligadas ao prazer — mas essa área também pode ser ativada quando comemos um alimento apetitoso ou vivenciamos um momento alegre. A lista dos benefícios de parar de fumar é longa: 20 minutos longe do cigarro são suficientes para diminuir a pressão arterial, que é elevada pela nicotina e, nos meses seguintes, o ex-fumante já sente melhoras na função respiratória.

Convencido a parar de fumar? O mal-estar e a ansiedade são piores nos dois primeiros dias de abstinência, mas diminuem com o passar do tempo. Algumas medidas podem ajudá-lo nessa fase. Vamos a elas.

Resista à fissura: ela dura de 2 a 10 minutos e vai passar.
Uma vez que vontade de fumar não vai desaparecer da noite para o dia, precisamos aprender a lidar com ela. Nos minutos em que bater o desejo incontrolável, concentre-se em uma das atividades abaixo:
– Beba água gelada. Aliás, toda vez que pensar em fumar, tome um copo
– Mastigue palitos de cenoura, pepino ou funcho (erva-doce)
– Chupe uma bala de gengibre (ou outra sem açúcar)
– Faça exercícios de respiração: ajeite a postura, feche os olhos e respire profundamente contando até quatro. Solte o ar devagar, no mesmo tempo. Repita 5 vezes.

Evite álcool e café por um tempo. O álcool desencadeia uma série de processos químicos que aumentam a vontade de fumar. O mesmo acontece com o café: nessa fase, troque-o por chá ou outra bebida.

Quebre a rotina. Para grande parte dos fumantes, acender o cigarro é parte de uma rotina. Mude o local das refeições, varie os pratos e as horas das suas atividades.

Na fase inicial, evite permanecer no mesmo ambiente que outros fumantes.

Mexa-se. A atividade física ajuda controlar a balança e libera serotonina e endorfina, substâncias que promovem sensação de bem-estar. Se estava parado há um tempo, aproveite para fazer um check-up e comece com caminhadas, de preferência ao ar livre. Atividades como yoga, tai chi chuan e meditação ajudam a controlar a ansiedade.

A falta da nicotina faz a ansiedade disparar. Mas existem ativos naturais, derivados de plantas, que ajudam a reduzir a ansiedade, melhorar a qualidade do sono podem ser bons aliados nesse momento: converse com o seu médico ou procure um fitoterapeuta.

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Angélica Banhara é jornalista e palestrante especializada em fitness, alimentação saudável e bem-estar. Foi diretora das revistas Boa Forma, Women’s Health e Men’s Health.

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