Viva Melhor: Quando a obesidade ultrapassa o cigarro como principal causa de câncer

Por Angélica Banhara
Criativo conceito - coluna angélica Imagem institucional da campanha do Reino Unido / Reprodução

A questão do excesso de peso e da obesidade não é estética: é caso de saúde pública. Estudo divulgado este mês pelo Cancer Research UK (CRUK), organização sem fins lucrativos para o combate à doença no Reino Unido, revelou que a obesidade ultrapassa o tabagismo como principal responsável por cânceres de intestino, fígado, ovários e rins.

Embora fumar continue a ser a principal causa evitável de câncer no Reino Unido (a obesidade está em em segundo lugar), o número de fumantes vem caindo nos últimos anos, enquanto o peso da população não para de aumentar. Dados recentes apontam que o número de obesos supera o de fumantes em dois para um.

No Brasil também registramos o declínio do tabagismo e números preocupantes relacionados `a obesidade. Em 2018, 9,3% dos brasileiros afirmavam ser fumantes, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Nos últimos 12 anos, a quantidade de pessoas que fumam caiu 40% no país. Por outro lado, pesquisa divulgada na semana passada pelo Ministério da Saúde revelou que a taxa de obesidade no país aumentou 67,8% entre 2006 e 2018, passando de 11,8% para 19,8% — o maior índice em 13 anos.Mais da metade dos brasileiros (55,7%) está acima do peso, um aumento de 30,8% em relação a 2006.

A obesidade está diretamente relacionada a 13 diferentes tipos de câncer: além dos já citados tumores de intestino, fígado, ovários e rins, estão na lista os cânceres de esôfago, vesícula, pâncreas, estômago, mama, endométrio, útero, tireoide e sangue.

"O aumento da obesidade resulta do consumo elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar. O incentivo ao consumo de hortaliças entre crianças e adultos é fundamental. Quanto mais próximo de casa comprar o alimento, mais fresco e saudável ele é", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira. Vamos fazer a nossa parte?

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