Exemplos de mobilidade urbana de fora que podem inspirar o Brasil

Por Pro Coletivo

O Brasil vem se destacando no mundo por suas ações negativas na área ambiental. Além da devastação crescente na Amazônia – em junho, o desmatamento teve seu pior registro, desde 2016 –, houve a liberação recente de mais de 200 agrotóxicos, muitos proibidos lá fora.

No campo da mobilidade urbana, a coisa não é diferente, infelizmente. No Brasil, a frota de automóveis e motocicletas cresceu até 400% nos últimos dez anos. E esse dado está intimamente ligado ao aumento da poluição do ar, que mata 50 mil pessoas por ano no Brasil, segundo Paulo Saldiva, médico patologista e professor da Faculdade de Medicina da USP.

Foco de vários países, a “descarbonização” do transporte envolve investimento em modais coletivos e sustentáveis. Confira algumas boas iniciativas:

Proibição de carros movidos a combustão
Até 2040, oito países europeus (Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Noruega, Holanda, Dinamarca e Itália) devem banir carros a gasolina e diesel das ruas. Eles já anunciaram a proibição e vêm avançando nesse processo. Amsterdã, por exemplo, oferece subsídios e permissões de estacionamento para quem trocar seu carro por um modelo elétrico.

Estímulo à bicicleta
Desde os anos 1970, a cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, investe em ciclovias e campanhas de incentivo ao uso da bicicleta. Na Holanda, há sessenta anos existem os “jardins de tráfego”, para que as crianças aprendam a conduzir a bicicleta com segurança.

Faixas solidárias
Em Los Angeles, desde os anos 1970, existem as faixas exclusivas HOVs (sigla para veículos de alta ocupação), destinadas a carros com dois ou mais ocupantes, modelos elétricos e híbridos.

Uso de teleféricos
Medellín, na Colômbia, foi pioneira ao usar teleféricos como meio de transporte público, beneficiando a população das periferias que vive nos morros. O sistema de transporte integrado agrupa ônibus, metrô, teleférico e bonde.

Diminuição de velocidade
Desde 2014, Nova York reduziu a velocidade máxima das ruas para 40 km/h, aumentou os tempos semafóricos de travessia e instalou mais radares. Também criou mais faixas exclusivas de ônibus e multiplicou sua rede de ciclovias.

Pedágio urbano
Londres, Estocolmo e Cingapura são cidades que adotaram o pedágio urbano, que consiste na cobrança de taxa para os motoristas que circularem nas regiões centrais. A maior parte da arrecadação vai para o investimento em transporte público, ampliação de ciclovias e calçadas.

Trem com vagão para bicicletas
Em Stuttgart, na Alemanha, alguns trens contam com um vagão externo onde os ciclistas podem deixar suas bicicletas. Integrar bicicletas com o transporte coletivo é uma iniciativa inteligente e que promove a sustentabilidade.

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