Seu filho é um “menor abandonado digital”?

Por Canguru no Metro

Seu filho é um “menor abandonado digital”?

O uso intenso da tecnologia por crianças e adolescentes é uma das grandes preocupações para os pais nos tempos atuais. Geralmente, eles se preocupam porque os filhos estão dedicando tempo demais à internet. Mas o tempo de uso é apenas um dos fatores que preocupam especialistas. A forma como os pequenos estão usando os meios digitais também merece grande atenção.
“O uso de tecnologias vem acompanhado de responsabilidades que muitos não estão preparados para assumir”, diz a pedagoga e advogada, Cristina Sleiman.

Especialista em educação digital e direito digital, Cristina lembra que pais são responsáveis legalmente por tudo o que os filhos menores de idade fazem na internet. “O dever de vigilância é dos pais”, explica. “Não deixe  seu filho se torne um ‘menor abandonado digital’.”

De acordo com os termos do artigo 932 do Código Civil Brasileiro, o pai, a mãe ou o responsável legal por um menor tem de arcar inclusive pela reparação de um crime cibernético praticado por uma criança ou adolescente.  Casos de cyberbullyng estão se tornando cada vez mais comuns nas varas de Infância e da Juventude, com consequências graves para as vítimas. A advogada lembra que crianças e adolescentes geralmente não sabem definir sozinhos os limites de exposição de si mesmo e dos outros nas redes sociais.

3 lições essenciais

Segundo Cristina, muitos pais acabam descuidando da educação digital não por falta de amor pelos filhos, mas por falta de informação. “É preciso ensinar aos filhos a não fazer justiça com o próprio celular.” A especialista acredita que crianças e adolescentes de hoje precisam aprender com pais e educadores três lições essenciais:


A diferenciar liberdade de expressão do que é ofensa.

A diferenciar crítica ou feedback negativo do que
é um assédio moral.

A diferenciar o elogio do que é um assédio sexual.

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