Decisão política do TCU tenta inviabilizar o DF

Por Cláudio Humberto

Ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que parecem detestar a cidade, nem sequer respeitaram o prazo de recurso e determinaram nesta segunda (29) que o governo do DF recolha R$56 milhões, já a partir de abril (R$700 milhões por ano), de Imposto de Renda do Fundo Constitucional destinado a policiais e bombeiros. A suspeita é que se trata de articulação política para inviabilizar o governo atual no DF.

O começo do caos

A decisão do TCU retira recursos que o DF não suportará, em razão da limitação tributária. Isso deve gerar cancelamento de serviços públicos.

Olha quem votou

Votaram contra Brasília os ministros do TCU Aroldo Cedraz, Benjamin Zymler, Bruno Dantas, Vital do Rêgo e Walton Alencar, o relator.

Primeiros a se queixar

Ministros que asfixiam o DF logo se queixarão da precarização da saúde ou da segurança pública, que os protege e à toda a população.

Recurso ao Supremo

O governador Ibaneis Rocha diz que a medida parte de pressuposto errado, que contraia decisão do próprio TCU. Ele vai recorrer ao STF.

Barroso irrita colegas falando mal do STF em NY

No retorno do exterior, o ministro Luís Roberto Barroso encontra clima pesado no Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de declarações suas na Universidade de Columbia, em Nova York. As críticas ao Brasil e sua atitude de falar mal do STF no exterior irritou colegas. Um dos mais agastados, inclusive por suas críticas à Segunda Turma do STF, é o decano Celso de Mello, que não escondeu o inconformismo em conversa com outros colegas. Um deles, que segredou essa irritação, ponderou: “Que falar mal? Que tenha a altivez de fazê-lo no Brasil”.

Obstáculo

Barroso insinuou concordar ou pelo menos não divergiu da “percepção” de que STF “é um obstáculo na luta contra a corrupção no Brasil”.

 Raiva da Lava Jato

Também indignou a afirmação de que ministros do STF têm “mais raiva” de procuradores “do que de criminosos que saquearam o País”.

Inconformismo

Barroso disse que o Brasil vive “momento sombrio”, sugerindo algum inconformismo com a eleição democrática de Jair Bolsonaro em 2018.

 Pimentel no poder

O ex-governador Fernando Pimentel (PT) retoma o poder, ao menos na Light: a pupila Ana Marta Veloso, sua ex-aluna na UFMG, com quem construiu grande intimidade, deve ser nomeada pelo ingênuo Romeu Zema (Novo) presidente da elétrica que tem a Cemig como acionista.

PT ainda no comando

Servidores que eram perseguidos no Inmetro por não serem petistas estão desapontados: esse órgão federal continua “aparelhado” pelo PT. Mesmo com a demissão do ex-presidente, filiado ao PCdoB.

Me inclua fora dessa

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, passou boa parte da noite de sexta (26) recebendo mensagens sobre “entrevista” a um site, que jura não haver concedido, criticando filhos de Bolsonaro. Com paciência, ele respondeu cada uma delas negando ter feito as declarações.

Enforcadão do ‘trabalho’

Deputados de primeira viagem ficaram injuriados. Ao se apresentarem para o trabalho, nesta segunda (29), descobriram que as sessões foram suspensas de última hora e transferidas para a próxima semana.

Lamentável

Luiz Lima (PSL-RJ) foi um dos poucos deputados a comparecerem ao trabalho, nesta segunda. Como apenas apenas 51 deles deram o ar da graça, deixou de ser atendida a presença mínima de 10% da Casa.

Roubo na embaixada

Faz sucesso o artigo do diplomata Miguel Gustavo de Paiva Torres, no site Diário do Poder, contando a recepção na embaixada do Brasil no Chile, em meados dos anos 1980, ao final da qual deputados do MDB encheram os bolsos de charutos do embaixador e pratarias da casa.

Malandros em todo lugar

A malandragem não é restrita ao parlamento. Em Brasília, funcionários da estatal do metrô cogitam entrar em greve no dia 2. Como o dia 3 cai na sexta, a folga estará garantida de quarta (1º) a domingo.

Idade da pedra em Lisboa

Na Universidade de Lisboa, placa em uma caixa com pedras sugere que sejam atiradas nos “brazucas”. A explicação da xenofobia: “‘zucas’ são mais inteligentes e estão a ganhar espaço dos portugueses”. Depois disseram que era “brincadeira” e sumiram com a caixa.

Pensando bem…

…cada fake news desmascarada é a negação da imprensa democrática.

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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