A batalha do IPTU

Por andremachado

a batalha do iptu

Com folgados 24 votos na aprovação da mudança na carreira dos servidores municipais, o líder do governo Mauro Pinheiro (Rede) faz contas do perde e ganha para aprovar também as mudanças no IPTU, quarta maior fonte de receita do município. O projeto é uma das prioridades do prefeito Nelson Marchezan para regularizar as finanças da capital, que fecharam 2018 com um déficit de R$ 75 milhões. As contas apontam que, dos 24 vereadores, ao menos cinco votem contra o IPTU. Dos que não votaram com o governo no projeto dos servidores, ao menos um deve votar com o Executivo. Pinheiro está otimista e calcula de 21 a 23 votos.

OPOSIÇÃO DENTRO. O apoio ao projeto do IPTU tem perdas na base, como os vereadores progressistas Monica Leal e Ricardo Gomes. A proposta atinge em cheio também a base eleitoral do prefeito Nelson Marchezan. Os bairros mais afetados serão os que deram mais votos ao tucano.

oposição fora. Um dos maiores críticos na oposição é Mauro Zacher (PDT), que prevê como efeito colateral de um eventual aumento o êxodo de moradores para as periferias. “Vai ampliar a crise na cidade”, adverte.

necessidade. Desde a época dos governos do PT, a gestão municipal de Porto Alegre sabe que tem que mexer no IPTU. O problema do projeto de Marchezan é que ele vai além da justiça fiscal e aumenta a carga tributária.

op. O Orçamento Participativo completa em 2019 três décadas em Porto Alegre com o desafio da sobrevivência. A gestão Marchezan tem centrado foco no cumprimento das mais de 1,6 mil demandas que seguem represadas, algumas aprovadas na década de 90. Neste ano já foram realizados 19 empenhos que somam R$ 52 milhões.

mude. Michel Costa, Marcio Acorci e Tito Gusmão contam hoje as agruras e bravuras de empreender em inovação e tecnologia. O evento do capítulo gaúcho do Founders Institute ocorre na Fábrica do Futuro (rua Câncio Gomes 601). Vá. É de graça.

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