As medidas necessárias

Por Vânia Goulart

A coluna de hoje tem como base o texto escrito por Rafael Nogueira, quem admiro pelo empenho na construção de sua carreira. Com a licença poética concedida por ele, reescrevo para vocês.

Para que servem as medidas? Existem consultores que dizem “o que não pode ser medido não pode se desenvolver”. Eu sou psicóloga, mas sempre acreditei nesta premissa. É preciso olhar para traz e visualizar a evolução. Quando pensamos em comportamentos humanos, isto parece meio insano, contudo no espaço empresarial essa defesa é mais confortável.

A massa de dados reunida dentro das empresas é oriunda de diversas fontes – fluxo da informação obtida ao longo do relacionamento com o cliente até o desempenho de cada profissional e setor. O rearranjo, causado pelo avanço das tecnologias no funcionamento dos mercados, demanda profissionais com habilidades analíticas e que compreendam a relevância contida nesses conjuntos de dados. Assim, é possível transformá-los em informação, seja para a resolução de problemas, análise de resultados ou mesmo para a definição de padrões e indicadores em uma organização.

No universo da pesquisa científica, a análise de dados é praticada há muito tempo. Os cientistas têm como fundamento o ato de observar os fenômenos, situações, contextos, informações e eventos, com a finalidade básica de inferir, deduzir ou, ainda, emitir conclusões.

A análise de dados, empossada pela Psicologia nos mais variados ambientes, pode auxiliar na compreensão do ser humano, das suas relações e dos seus desdobramentos cognitivos.                                       

A Psicometria, subárea da ciência psicológica, é responsável por utilizar pressupostos da linguagem matemática na quantificação de fenômenos psicológicos. Deste modo, construir modelos quantitativos em psicologia, sustentados por estruturas axiomáticas, legitimam o uso de símbolos matemáticos na medição de processos de ordem psíquica, oferecendo um saber que permite a interpretação de variáveis não observadas (diretamente) e, assim, a proposição de intervenções baseadas em modelos teóricos plausíveis.

Tais informações são fundamentais para a avaliação e acompanhamento dos aspectos cognitivos, de carreira e das habilidades comportamentais, adaptabilidade de carreira, percepção de sucesso, satisfação no trabalho, estresse, capital psicológico. Aprenda a mensurar o resultado da evolução de sua equipe, isso será um excelente caminho para o seu crescimento!


Vânia Goulart é psicóloga formada pela Ufes; mestre em Administração Estratégica pela Fucape; especialista em Psicologia Organizacional, do Trabalho e do Trânsito; coach profissional pelo Personal and Professional Coaching e diretora fundadora da Selecta.

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