Anistia beneficiou até o ‘Coronel Nunes’ da CBF

Por Cláudio Humberto

Entre os casos suspeitos de “indenização de perseguido político” na auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) está o de Antonio Carlos Nunes de Lima, o “Coronel Nunes”, presidente da CBF. Ele era cabo da FAB por engajamento, com prazo para sair, mas alegou que sua “baixa” foi “perseguição política” e ganhou da Comissão de Anistia a bolada de R$ 243 mil em 2003, e pensão vitalícia de quase R$ 15 mil mensais. Curiosamente, após a FAB, Nunes entraria depois na Polícia Militar do Pará, onde se destacou no combate à guerrilha do Araguaia.

Olha quem foi o padrinho

A indenização ao coronel Nunes ocorreu sob empenho pessoal do advogado Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça do governo Lula.

Memórias do nosso bolso

Há suspeitas de treta na Comissão de Anistia como os R$ 26 milhões já gastos no “Museu da Memória”, em BH, que não saiu do papel.

Papelão foi alvo da PF

Projetado para a UFMG, o milionário “Museu da Memória”, que existe só no papel, já foi alvo de operação da Polícia Federal.

Imagens da esperteza

À vontade para meter a mão no bolso do contribuinte, a Comissão de Anistia gastou R$ 7 milhões em um HD com fotos.

Convite a Wajngarten teve aval de Paulo Guedes

O convite para Fábio Wajngarten assumir a área de comunicação do governo Jair Bolsonaro teve o aval do ministro Paulo Guedes (Economia). Ele conheceu Wajngarten por meio de um velho amigo, Elie Horn, fundador da Cyrela, uma das maiores imobiliárias do País. Após criticar a comunicação do governo, Guedes recomendou Wajngarten enfaticamente a Bolsonaro, em reunião no Planalto.

Ele sabe o que faz

O novo homem forte da comunicação tem entre seus talentos o de definir e avaliar a eficácia de ações de comunicação do governo.

Salvador da pátria

Fábio Wajngarten chega ao Planalto com ares de “salvador da pátria”, embora não o pretenda. Ao menos será alguém do ramo no lugar certo.

‘VDM’ já funciona

No governo, ontem, o adiamento da ida de Paulo Guedes à CCJ da Câmara já era atribuído a Wajngarten. Seria o “VDM” já em ação.

Apoio à reforma

Os deputados cujos líderes apoiam a reforma da Previdência (PR, SD, PPS, DEM, MDB, PRB, PSD, PTB, PP, PSDB, Patriotas, Pros e Podemos) somados são 291. O PSL de Bolsonaro tem 54. Total: 345.

‘Limpa’ não cessou

Após a primeira “limpa”, com a demissão de 150 apadrinhados de Renan Calheiros, José Sarney e Eunício Oliveira, todos do MDB, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deve exonerar outros aspones “de confiança”. Porque simplesmente não o são.

Na marca do pênalti

O secretário geral da mesa, Luiz Fernando Bandeira de Melo, deve dançar. É acusado de manobrar em favor de Renan, de quem é apadrinhado, na eleição do barulho para presidente do Senado.

Lesa-Pátria

O Ministério Público bem que poderia denunciar o ex-ministro Tarso Genro e o ex-presidente Lula por crime de lesa-Pátria, por acoitarem o homicida confesso Cesare Battisti no Brasil como “asilado político”.

‘Ativista’ é errado

Coleguinhas da imprensa a advogados de passeata deveriam pedir desculpas pelos anos de mentiras, referindo-se a Cesare Battisti como “ativista”, quando não passava de um terrorista homicida desprezível.

Já deu, Tite

Autor de expressões como “extremos desequilibrantes” e “performar com resultado”, que nada significam, o técnico Tite já mostrou que aperfeiçoou o embromation, mas não suas qualidades como treinador.

Acordo contra a corrupção

O ministro Wagner Rosário (CGU) assinou com o governo do Chile, nesta terça (26), um acordo de cooperação contra a corrupção para “prevenção, detecção e punição” de atos lesivos ao Estado.

Amigos à parte

Apesar de integrarem o bloco do PDT do candidato derrotado a presidente Ciro Gomes, os líderes do Pros e do Podemos anunciaram que apoiam a reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro.

Pensando bem…

…o ministro da Economia descobriu que parlamentar ofendido é tão raro quanto areia na praia.

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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