Brasil quase não usa tratamento especial na OMC

Por Cláudio Humberto

No toró de besteiras publicadas sobre a visita presidencial aos Estados Unidos destacam-se as críticas à decisão de Jair Bolsonaro de abrir mão do “Tratamento Econômico Diferenciado (TED)”, para finalmente realizar o sonho de ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), fechado clube dos países mais ricos do mundo. O detalhe é que em grande parte o Brasil já não se utiliza das flexibilidades do TED em seus acordos. Na prática, a diplomacia brasileira entregou um “trunfo” que, a rigor, já pouco usava.

Não afeta o passado

O gesto de abrir mão do TED só vale para futuros acordos. Não altera e nem prejudica acordos nos quais o tratamento tenha sido invocado.

No jogo de ganha-ganha

Sexta maior economia do planeta, o Brasil rejeita privilégios e busca na OCDE, com os mais ricos, bons acordos comerciais e de investimento.

O Brasil não é mais isto

O TED é acionado por países “em desenvolvimento” e “de menor desenvolvimento relativo” para obter vantagens especiais em acordos.

Já havia sinalizado

Na reunião de 32 países que discutiram em Davos a “refundação da OMC”, em janeiro, o Brasil sinalizou a disposição de abrir mão do TED.

Ibaneis acha lei eleitoral falaciosa e pede mudança

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), considera a legislação eleitoral brasileira “uma falácia”, sobretudo a que trata de financiamento de campanhas e impõe “cota” de 30% de candidaturas femininas, levando os partidos a recorrerem a fraudes. Ibaneis sugere que o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, crie uma comissão de juristas para que se proponha “uma legislação eleitoral de verdade”;

Financiamento privado

Com autoridade de quem recusou financiamento público (ele bancou a própria campanha), Ibaneis Rocha defende o financiamento privado.

Fundo empresarial

Ibaneis propõe o retorno de financiamento privado de campanha, mas através de um fundo empresarial regulamentado pela Justiça Eleitoral.

 Eleição custa caro

Para o governador, a lei eleitoral precisa ser realista. Ele cita o exemplo dos Estados Unidos para lembrar: “eleição e democracia custam caro”.

Itamaraty deu show

Até diplomatas mais céticos se renderam ao trabalho do chanceler Ernesto Araújo para o sucesso da visita presidencial a Washington. Tão discreto e correto quanto eficiente, como é próprio do Itamaraty.

Olha o nível, presidente

O elogiado profissionalismo do embaixador em Washington fez lembrar a Bolsonaro que será necessário substituir Sérgio Amaral por alguém da mesma categoria. Não é o caso de nenhum dos citados até agora.

Jair, um brasileiro

No Salão Oval, gabinete do mais poderoso governante do planeta, o brasileiro Jair Bolsonaro apresentou-se como sempre: terno comprado pronto, relógio Casio de R$ 49,90 e, nos pés, um par de coturnos, aliás, muito bem engraxados. E com punhos abotoados, coisa que detesta.

Dois meses de impunidade

Quase dois meses depois do rompimento da barragem de Brumadinho, até agora nenhum diretor da Vale foi preso, apesar da morte de cerca de 300 pessoas. Foram presos apenas integrantes de “arraia miúda”.

Não há improvisações

A turma que fez a cobertura juvenil da visita de Bolsonaro não sabe, mas cada detalhe foi meticulosamente planejado e negociado, da troca de camisas das seleções ao comunicado conjunto. Sem falhas.

Prefeito aprovado

Levantamento exclusivo do Paraná Pesquisa exclusivo para o Diário do Poder mostrou que o atual prefeito de Maceió (AL), Rui Palmeira (PSDB), eleito e reeleito, é aprovado por 59,2% dos seus munícipes.

Já não era sem tempo

O deputado Julio Cesar Ribeiro (PRB-DF) vai presidir a comissão mista que vai examinar a medida provisória 861, que transfere da União para o Distrito Federal, da Junta Comercial e o registro público de empresas.

Lorota com fim marcado

Relator do processo envolvendo a gangue da J&F/JBS no Supremo, o ministro Edson Fachin (STF) promete decidir até final deste semestre sobre o pedido da PGR para anular os acordos de delação dos Batista.

Pensando bem…

…a impressão é que se o governo fizer a economia crescer, as manchetes vão pedir o retorno da recessão.

poder sem pudor Reprodução
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