Educador parental: você precisa de um?

Por Ivana Moreira

Se você tem filhos pequenos, pode ser que precise de um educador parental e ainda nem se deu conta disso. Autora dos livros “Berra-me baixo” e “Crianças felizes” e do famoso blog “Mum’s the boss”, a portuguesa Magda Gomes Dias costuma dizer que uma de suas grandes preocupações é a “falta de intenção” na forma como muitos pais educam seus filhos. “Tudo isso vai ter grande repercussão no futuro deles”, diz ela. Magda faz parte de um rol de profissionais que vêm difundido mundo a fora a importância da educação parental e a necessidade de se formar educadores parentais.

“Se até os noivos precisam de cursos para se casarem porque os pais não precisariam ser preparados para criar filhos”, indaga Bete P. Rodrigues, outra especialista que engrossa o movimento em prol da educação parental. Única trainer no Brasil da metodologia americana conhecida como Disciplina Positiva e tradutora dos livros sobre o tema publicados no Brasil, Bete tornou-se referência na formação de educadores parentais: professores, pedagogos e psicólogos, entre outros profissionais, que querem atuar treinando pais e mães para a tarefa da criação dos filhos, em atendimentos individualizados ou em workshops e cursos.

Parentalidade e disciplina positivas

Magda e Bete estarão juntas, em São Paulo, para o Encontro Internacional de Educadores Parentais. No evento, que será realizado no dia 15 de março, as especialistas vão falar sobre dois temas fundamentais para o exercício desta nova profissão: parentalidade positiva e disciplina positiva. Segundo Bete, oportunidades para formação de profissionais estão previstas para diferentes cidades, não apenas em São Paulo (informações sobre inscrições no site www.beteprodrigues.com.br).

As duas especialistas não têm dúvida sobre a importância desse novo profissional que está surgindo no mercado. Muitos dos problemas que afligem adultos têm relação direta com a forma como foram educados na infância. E os pais desses adultos, quase sempre, erraram por desconhecimento, desinformação – não por falta de amor. O que as preocupa é o fato de que muitas crianças vivam sem acesso a experiências que são fundamentais para a formação como pessoas. E ensinar os pais como oferecer essas experiências aos pequenos é o principal papel do educador parental.

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