“Meu filho não come nada!”

Por Ivana Moreira

Crianças restritivas para comer tiram o sossego dos pais. Todos sabem que é na fase de introdução alimentar, na primeira infância, que bons hábitos são estabelecidos. Mas, muitas vezes, os próprios pais adotam atitudes que contribuem para um quadro de restrição alimentar que pode ultrapassar a adolescência e chegar à vida adulta. Nutricionista e consultora nutricional, Luisa Mantuaneli tem um curso on-line (phitters.com.br) para orientar os pais no sentido de evitarem essas “armadilhas”. Segundo ela, existem três atitudes equivocadas que contribuem para que as crianças se tornem restritivas.

Três atitudes que levam à restrição alimentar

1. Trocar o prato: quando a criança rejeita um alimento por estar doente ou simplesmente por não querer comer, procurar outro alimento que o filho aceite é um erro. A substituição pode se tornar um hábito. A criança passa a pedir sempre outro alimento, do qual gosta mais (menos saudável). Se a criança não quer comer, respeite-a. Retire o prato sem brigar. Não substitua a refeição por outro tipo de comida. Quando ela estiver com fome, tente novamente.

2. Oferecer alimentos industrializados: papinha de prateleira, bolacha de maisena, petit suisse, iogurte e outros alimentos industrializados indicados para bebês e crianças abusam do recurso da hiperpalatabilidade (a proporção ideal de sal, açúcar e gordura que mais agrada o cérebro da criança). Por isso dão uma sensação de prazer que nenhum alimento natural consegue atingir.

3. Não fazer da refeição um momento em família: os pais esquecem que são eles que dão o exemplo. É importante que a criança veja pais e irmãos comendo juntos, sem fazer cara feia para os alimentos. E este momento deve ser prazeroso e divertido, sem distrações como TV e celular, que tiram da criança a oportunidade de aprender os sabores, texturas e consistências.

Luisa diz que é preciso resistir aos “caminhos mais rápidos” por mais difícil que seja. “A fase da introdução alimentar é uma janela de oportunidade para o aprendizado de algo que será para a vida inteira.”

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