Hospitais dos ricos têm isenção de R$ 3,2 bilhões

Por Cláudio Humberto

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) contesta a “efetividade e economicidade” do Proadi, programa do Ministério da Saúde que beneficia 6 hospitais de celebridades. Eles mal atendem pelo SUS, mas conseguiram que o governo federal os dispense de pagar mais de R$ 500 milhões por ano em impostos. De 2012 a 2017, Albert Einstein, Moinhos de Vento, Samaritano, Sírio Libanês, Hospital do Coração e Oswaldo Cruz, deixaram de pagar R$ 3,2 bilhões em tributos federais.

Investimento sem retorno

TCU reclama que não há avaliação do benefício social ou de saúde que justifique a isenção anual de meio bilhão dos hospitais dos ricos.

O Estado é uma mãe

Mais da metade da renúncia fiscal beneficiou o Einstein e o Sírio. O restante fez a alegria do HCor, Oswaldo Cruz, Samaritano e Moinhos.

Einstein lidera

O hospital Albert Einstein é a unidade de saúde “de excelência” que mais recebeu isenções fiscais: R$ 1,3 bilhão em descontos desde 2012.

Apoio e avaliação zero

Para o TCU, tampouco o “Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS” avalia criteriosamente projetos desses hospitais.

Diretor da Vale ganha
até R$ 1,5 milhão por mês

Os diretores espertos da Vale, que usaram a jogada de marketing de oferecer a merreca de R$ 100 mil para cada vítima fatal da tragédia de Brumadinho, ganham por mês quinze vezes mais esse valor. Entre salários e benefícios (bônus, participação nos lucros), cada diretor da Vale ganhou no ano passado R$ 1,6 milhão por mês (exatos R$ 1.587.180,70), no total de R$ 19 milhões (ou R$19.046.168,46) por ano.

É tudo um teatro

Já na primeira entrevista, o presidente da Vale usava preto, sugerindo luto e despojamento. Tudo retirado dos manuais de gestão de crise.

Valer não vale

Murilo Ferreira, presidente da Vale até fevereiro/2017, foi o executivo mais bem pago do país no ano: levou quase R$ 60 milhões para casa.

Danos colaterais

Para não irritar a Justiça, como reza o manual, a Vale não hesitou em desmoralizar o seu advogado Sergio Bermudes, desautorizando-o.

Cabeça a prêmio

Pode rolar a cabeça de Maurício Malta, irmão do senador Magno Malta (PR-ES), que misteriosamente caiu em desgraça junto a Bolsonaro. Maurício é diretor da EPL, a Empresa de Planejamento e Logística.

Jogada esperta

A Vale já pode desfrutar sem culpa do lucro bilionário. Precisou investir um máximo de R$ 35 milhões distribuindo a merreca de R$ 100 mil para cada morte em Brumadinho. Com direito a mídia positiva gratuita.

O poder no Einstein

A condução segura do porta-voz Otávio do Rêgo Barros mostrou que o eixo do poder saiu do Planalto e se instalou no hospital Albert Einstein, ao contrário do que fez parecer o entorno do vice Hamilton Mourão.

Boquinhas para eles

Terceira e quarta maiores bancadas da Câmara a partir de fevereiro, PP e PSD terão 94 cargos cada apenas para seus líderes, além dos 25 secretários parlamentar que cada deputado tem o “direito” de nomear.

Dinheiro maldito

Se a Vale perder mesmo os R$ 11 bilhões bloqueados pela Justiça, ainda terá R$ 31 bilhões do seu lucro líquido registrado entre as tragédias com mortes de Mariana (2015), e de Brumadinho (2019).

Ajudante qualificado

Como é exigido na função, o major Mauro Cesar Barbosa Cid, chefe da ajudância de ordens de Bolsonaro, tem excelente currículo. No exterior, foi observador militar da ONU na Manutenção da Paz no Chipre, e ganhou muitos elogios do embaixador do Brasil, Dante Coelho de Lima.

Pedido de Sarney

O ex-presidente José Sarney fez chegar a Bolsonaro o desejo de ver o ex-senador Francisco Escorcio, seu fiel seguidor, de volta à assessoria do Planalto. Onyx Lorenzoni (Casa Civil) mandou a caneta sem dó.

Uma franquia para ricos

O Citi, que todo mundo chama de Citibank, e que mais parece uma franquia, garante que “continua no Brasil”. Não se sabe por quanto tempo, pois já quebrou uma vez e teve que vender ativos no Brasil.

Pensando bem…

…já que no Brasil matar pessoas não dá cadeia, então que a Justiça utilize a Lei de Crimes Ambientais para punir os responsáveis pelas mortes em Mariana e Brumadinho.


Poder sem pudor: barbeiro cruel

Seis meses depois de assumir o cargo de ministro do Planejamento do governo FHC, Antônio Kandir percebeu que ganhara muitos cabelos brancos. Impressionado, foi ao barbeiro. Imaginou que após o corte os fios brancos diminuiriam. Ledo engano. No dia seguinte, o então secretário-executivo, seu amigo Martus Tavares, foi logo perguntando: “Como é que seu barbeiro faz para cortar só os fios pretos?”

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