Zema cede a prefeitos

Por Carlos Lindenberg

Tenha o nome que tiver: pressão, encurralamento, chantagem, acuado, nada disso importa. O que de fato importa é que o governador Romeu resolveu atender aos pedidos dos prefeitos e vai fazer os repasses constitucionais em dia – como, aliás, prometeu na campanha. Essa informação já chegou à liderança dos prefeitos, porém, em caráter informal e poderá ser formalizada a qualquer hora. Talvez na próxima sexta-feira, quando Zema anunciará também de que maneira pretende pagar o décimo terceiro salário do funcionalismo.

Por isso é que o presidente da Associação Mineira dos Municípios, Julvan Lacerda, está sumido desde a terça-feira, quando liderou mais uma assembleia dos prefeitos rebelados contra Zema e ficou sabendo que os repasses passarão a ser feitos normalmente, ao contrário do que ocorria no governo anterior, premido não apenas pela queda de arrecadação, mas também pelos constantes bloqueios de repasses do governo federal para Minas Gerais. Com a promessa de que as coisas voltarão ao normal, o presidente da AMM achou por bem se homiziar em algum ponto qualquer do estado e esperar o cumprimento da promessa por parte do governador. Ocorre que os repasses se darão de duas maneiras, pelo menos é assim que o governo está pensando. De um lado, aquilo que for entrando no caixa do estado será logo repassado aos municípios. Mas os R$ 12, 6 bilhões que estão atrasados serão escalonados porque o governo não tem condições de quitar tudo de uma vez.  Menos mal. Pelo menos os prefeitos que são candidatos à reeleição ou à Assembleia terão alguma coisa para gastar no terceiro ano de seus mandatos, período crucial para esse tipo de ação. Mas Zema, de acordo com o vice-governador Paulo Brant, acha que a reivindicação dos prefeitos é “justíssima” , desde que também parem com provocação ou outro tipo de pressão – até porque sob pressão dificilmente Zema os atenderá.

É o caso, por exemplo, do seu partido – o Novo – que vem reclamando pelos cantos de que Zema está enchendo o seu governo de tucanos. Até agora são uns três ou quatro, se bem que gente bem posicionada como o secretário de governo, Custódio de Mattos, ou mesmo a consultora Renata Vilhena, ex-secretária de Aécio Neves ou ainda do novo líder do governo, Luiz Eduardo Carneiro, também líder de Anastasia e Alberto Pinto Coelho, ainda que para casos assim é de reconhecer que o novo governo não tem quadros.

Contenido Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo