Lava Jato: dinheiro do BNDES no bolso de Lula

Por Cláudio Humberto

A lista dos financiamentos do BNDES no exterior, divulgada sexta-feira (18), dá sentido às relações promíscuas do ex-presidente Lula com a Odebrecht, que ele beneficiou com 80% das obras em ditaduras latino-americanas e africanas. Integrantes da Lava Jato acham que dinheiro do BNDES acabou no bolso de Lula. Emílio Odebrecht, controlador da empreiteira, confessou até mesmo que havia uma “conta corrente” de R$ 300 milhões para o ex-presidente presidiário gastar como quisesse.

Pagou, levou

A relação entre Lula e a empreiteira baiana foi baseada em corrupção, simples assim. A Odebrecht pagou e levou os melhores contratos.

Pacotão de negócios

A construção do Porto de Mariel (Cuba) foi financiada pelo banco público BNDES por R$ 2,7 bilhões. E construído pela Odebrecht.

Pacto de sangue

E o ex-ministro Antonio Palocci revelou à Justiça espontaneamente, sem acordo de delação, o “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht.

Propina em caixas

A propina era tão rotineira que Palocci contou fazer entregas de dinheiro vivo a Lula em caixas de celular e, claro, de uísque.

Regra de ouro preocupa mais que déficit primário

O rombo de R$ 139 bilhões nas contas públicas incluído no orçamento não é a maior das preocupações do governo federal para este ano. O que tem tirado o sono da equipe econômica é o cumprimento da “regra de ouro”, que proíbe o governo de se endividar para fazer pagamento de pessoal. O cálculo no Orçamento prevê que gastos com servidores vão superar as receitas em R$ 248,9 bilhões, quase o dobro do déficit.

Poder do Congresso

Para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo Bolsonaro fica nas mãos do Congresso e precisa aprovar um crédito suplementar.

Obviedade

Com déficits desde 2015, o governo não terá problemas em evidenciar a “necessidade urgente” exigida para abrir créditos suplementares.

Deu sorte

Especialistas lembram que o governo Temer, enfraquecido, não sofreu em 2018 porque o BNDES devolveu R$ 130 bilhões ao Tesouro.

Faltou informação

A estratégia de centrais sindicais para impedir a reforma da Previdência envolve “luta, greves e paralisações, para enfrentar propostas nefastas do governo,” diz PT/CUT. Mas a nota oficial não menciona números.

Bola no chão

A inexperiência de alguns militares que assessoram o Planalto não ajuda muito nos momentos de tensão. Supervalorizam o noticiário e até flertam com o pânico. Falta um deles botando a bola no chão.

São uns artistas…

Lançado pela editora Oficina, “Sem título, uma performance contra Sérgio Moro” sustenta que foi “artística” a tentativa malandra de um desembargador ligado ao PT de soltar Lula aproveitando-se do plantão. O autor certamente vê poesia na corrupção do ilustre presidiário.

Um bilhão para partidos

A expectativa de partidos políticos na Câmara é de que o Fundo Partidário, verba anual distribuída entre os partidos políticos que atingiram a cláusula de barreira, será de mais de R$ 1 bilhão em 2019.

Mourão usa crachá

Poucos reparam no detalhe, mas o vice-presidente Hamilton Mourão está dispensando de qualquer adorno que o identifica, para ter acesso ao Palácio do Planalto. Mas faz questão de usar o crachá funcional.

Tem petista na linha

O Planalto acha que um petista fez o relatório com a lista do BNDES, o “mapa da mina” da corrupção do PT. Malandramente, o relatório diz ser “raro” não pagar o financiamento. Faltou dizer que ainda não venceu o prazo de carência de quase todas as obras financiadas em ditaduras.

Desafio dos 10 anos

Em 2009, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse que “toda onda acaba em espuma”, ao criticar quem havia notado que a “marolinha” de Lula era, na verdade, um tsunami devastador. Lupi acabou demitido, o Brasil em crise com mais de 12 milhões de desempregados. E Lula, preso.

Test-drive vip

O superministro da Justiça, Sérgio Moro, andou almoçando no self-service administrado pelo Senac-DF, espaço-pedagógico de onde quase todos os alunos já saem empregados. Não deve gostar da ideia do colega Paulo Guedes (Economia) de cortar recursos do Sistema S.

Pensando bem…

…para a maioria das pessoas o “desafio dos 10 anos” foi sobreviver aos governos do PT.


Poder sem Pudor: O parafuso de Suplicy

Então líder do PMDB no Senado, Ney Suassuna (PB) encontrou um parafuso no chão azul do plenário. Bem-humorado, gritou:

– Quem perdeu um parafuso?

Alguém gritou lá do fundo:

– É da cabeça de Suplicy!

Todos caíram na gargalhada, exceto – claro – o pai do roqueiro Supla.

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