Núcleo do governo já discute minirreforma ministerial

Por Cláudio Humberto

O núcleo duro do governo já discute quais caminhos traçar para uma provável minirreforma ministerial, a ser realizada ainda no primeiro semestre deste ano. O principal nome discutido foi o da ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), mas até agora o consenso é de que ela fica no cargo. A permanência é atribuída à proximidade com Bolsonaro, além da grande popularidade com a base eleitoral.

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Popularidade
Damares é considerada a “segunda mais popular” entre todos os ministros da Esplanada, perde apenas para Sérgio Moro (Justiça).

De saída
Sergio Queiroz, secretário de Direitos Humanos, área considerada estratégica para o sucesso da nova administração, deve ser substituído.

Relação próxima
A ministra Damares foi defendida diretamente por Jair Bolsonaro no episódio do “menino veste azul e menina veste rosa”. Deve ficar.

Não é crise, é tradição
Tradicionalmente governos realizam mudanças nos primeiros 100 dias de mandato. Collor, FHC, Lula e Dilma fizeram ‘minirreformas’ iniciais.

Moro alugou apartamento na Asa Sul, em Brasília
A corretora de imóveis que atendeu o ministro Sérgio Moro (Justiça) em Brasília revelou-se encantada com a humildade do herói da Lava Jato. Ele procurou um apartamento para alugar que fosse digno, mas simples, do tamanho das possibilidades dos seus vencimentos, que incluem auxílio-moradia provisório enquanto ocupar o cargo. Bem diferente da vitaliciedade dos vencimentos e do auxílio-moradia da magistratura.

Boa escolha
Após muito procurar e avaliar, o ministro Sérgio Moro optou por residir em um apartamento alugado na Asa Sul, em Brasília.

Tempos de fausto
No passado, titular do Ministério da Justiça tinha mansão na Península dos Ministros, em Brasília, com todas as mordomias por nossa conta.

Comparação
Em 2016, após o impeachment de Dilma, o MDB resolveu dar “upgrade” na sua sede em Brasília e alugou uma mansão por R$ 24 mil/mês.

Fundamental é com ele
Alguns aliados do governo dizem preferir lidar diretamente com Paulo Guedes (Economia), que já negocia com a base pautas fundamentais para o sucesso do governo, como a reforma da Previdência.

Vidraça
No Congresso Nacional parlamentares já dizem que o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi “esvaziado”. É do jogo. Quem lida com deputados e senadores é o primeiro a virar “vidraça”.


Renan Calheiros (MDB-AL) já mudou o discurso e se ofereceu: “se o Bolsonaro me chamar, eu vou”. O problema é que o presidente disse na campanha que políticos como ele não voltariam a freqüentar o Planalto.

Saudades do poder
Derrotado para o Senado, o ex-líder do governo Temer deputado André Moura (PSC) espalha em Sergipe que continuará controlando órgãos federais e a liberação de verbas e emendas. Ninguém acredita nisso.

Oposição sem meio
Oposição anunciada ao governo Bolsonaro, PT, Psol, PCdoB e PDT elegeram 103 deputados, dos quais 56 são petistas. O MDB de Fábio Ramalho, que quer ser presidente da Câmara, tem 34 deputados.

Imposto federal
Ganha força na internet o “movimento” pelo Imposto Federal sobre a Movimentação Financeira; espécie de Imposto Único com CPMF. Mas defensores do IFMF querem diminuir impostos, antes de condensá-los.

Terrorismo em pauta
O ministro Sergio Moro (Justiça) discutiu com os deputados João Campos (PRB-GO) e Danilo Forte (PSDB-CE) a necessidade de alterações na lei de execução penal, especialmente em relação à execução de pena para condenados por organização criminosa e por crimes de terrorismo.

Otimismo em alta
Atingido em cheio pela cláusula de barreira, o DC prevê crescimento de até 35% no número de filiados com a “municipalização”. “Em 1995, não tínhamos fundo partidário ou tempo de TV”, disse o presidente Eymael.

Pensando bem…
…voto secreto só serve para senadores esconderem dos eleitores que votaram no colega de pior reputação para presidir a Casa.

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