Indicações confirmam influência do PT no FNDE

Por Cláudio Humberto

As recentes indicações dos diretores Eli Valter Gil Filho e João Antônio Lopes de Oliveira para controlar orçamento de cerca de R$ 60 bilhões confirmam grande influência ainda exercida pelo PT no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Em posições estratégicas, os novos diretores terão poder decisivo na escolha dos conteúdos dos livros didáticos, fundamentalmente definidos de acordo com a ideologia, além de bater o martelo sobre quais empresas receberão para editá-los

Financiamento direto

Chefe de Ações Educacionais, Eli Valter deve manter os R$ 4,2 bilhões de alimentação para ações de “agricultura familiar”. O MST agradece.

Nadando em dinheiro

No total, Valter terá à disposição cerca de R$ 13 bilhões para ações de inclusão digital (sua “especialidade”), livros, bibliotecas, transporte, etc.

Tudo em casa

Valter é diretor do webAula S/A, parceira do grupo Kroton de Walfrido Mares Guia, amicíssimo de Lula e dono de jatinhos que o petista usava.

Mesma moeda

Nos governos PT, João Lopes, funcionário de carreira do FNDE, ganhou promoção a coordenador-geral. Como se fosse filho de general…

General Villas Bôas é convidado a ficar no governo

O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, foi convidado pelo presidente Jair Bolsonaro a permanecer em um cargo no novo governo. Apesar de transmitir nesta sexta-feira (11) o cargo de comando ao general Leal Pujol, Villas Bôas “aceita o desafio”, mas disse a interlocutores que ainda precisa discutir qual seria a sua posição. Idealmente seria um projeto que possa “redimir a imagem dos militares” perante a opinião pública que, para a caserna, foi dilapidada na era PT.

Competente

Villas Bôas foi promovido a general em 2011 e foi nomeado comandante do Exército em 2015, no governo Dilma. É conhecido pela competência.

Rara exceção

O general é dos poucos integrantes do alto escalão do governo petista que deve permanecer em posição de prestígio no governo Bolsonaro.

Batalha

O general Villas Bôas foi diagnosticado com uma doença neuromotora degenerativa, que causa dificuldades de movimento.

Apex em boas mãos

Em 2016, o embaixador Mário Vilalva, futuro presidente da Apex, fez um grande esforço para minimizar a grosseria da então presidente Dilma. Como embaixador, ele foi o “representante obrigado” oficial à posse de Marcelo Rebelo de Sousa, amigo pessoal e presidente de Portugal.

Filho e padrinho

O presidente da Apex, Alex Carreiro, que foi demitido indiretamente, mas ainda está no cargo, é indicação do filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, de quem se aproximou quando atuava no PSL.

CCJ definida

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) deve mesmo presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na nova legislatura. O cargo foi negociado no acordo da base de Bolsonaro para eleger Rodrigo Maia.

Assalto descartado

Deputada federal mais votada do Mato Grosso do Sul, Rose Modesto (PSDB) abriu mão de um assalto chamado “auxílio mudança”, no valor de R$ 33,7 mil. “Não é justo que eu receba”, diz Rose, que é professora.

Trabalho denso

O ministro Sérgio Moro (Justiça) elogiou o trabalho desenvolvido pela comissão especial do novo Código de Processo Penal, ontem. Disse que o CPP é um “trabalho denso”, e que, diante disso, deve apresentar em 60 dias as sugestões da nova administração para o novo código.

Adesões estratégicas

Deputados do PSL comemoram a mais nova previsão de filiações (entre 10 e 15) antes do início da nova Legislatura. Com 15 deputados a mais, o partido de Bolsonaro será a maior bancada da Câmara em 2019.

Farsa nacional

Policiais federais chamam de “farsa nacional” a Força Nacional de Segurança (FNS), que custa uma fortuna só para o governo federal fingir que está engajado na luta contra o crime, nos Estados.

Apoio maldito

Para “não se queimar”, como disse deputado do PT à época, a bancada petista em 2017 apoiou André Figueiredo, candidato derrotado do PDT a presidente da Câmara, e não Rodrigo Maia. A estratégia não deu certo.

Pensando bem…

…a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi “prestigiar” a posse de Nicolás Maduro, na Venezuela. Prestígio mesmo é se ficasse por lá.

Poder sem pudor Arte / Metro Jornal

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