Líderes podem virar problema para novo governo

Por Cláudio Humberto

A mudança de paradigma na articulação da base governista, privilegiando frentes parlamentares em lugar das lideranças partidárias, deve estabelecer uma queda de braço com os líderes de bancada que pode ser ruim para o governo. É que esse novo jeito de compor maioria não altera o fato de que os líderes têm o poder de garantir o sucesso de carreiras parlamentares. É que são eles que indicam deputados e  senadores a cargos que dão visibilidade como comissões e relatorias.

Poder nas mãos

Para o bem ou para o mal, os lideres partidários definem os relatores de todas as medidas provisórias e projetos que tramitam no Congresso.

À espera do desgaste

Enquanto durar a lua de mel de Bolsonaro com a população, os líderes não criarão dificuldades. Aguardarão, ansiosos, um eventual desgaste.

Ele sabe o que faz

Bolsonaro, que jamais foi do alto-clero, joga com o contencioso da “massa parlamentar” do baixo-clero em relação aos líderes da Câmara.

Artistas #EleNão se omitem no caso do médium

Até agora, terceira semana após as primeiras denúncias, nenhuma das celebridades da TV de campanhas como #EleNão, contra o então candidato Jair Bolsonaro, apareceu nas redes sociais para manifestar solidariedade às mulheres vítimas do médium João de Deus. Várias delas inclusive aparecem nas redes sociais em poses cheias de ternura ao lado do homem acusado em mais de 500 casos de abuso sexual.

Explica aí

Essas atrizes, cantoras e sub-celebridades também se associaram ao protesto #MexeuComUmaMexeuComTodas, contra o ator José Mayer.

Silêncio constrangedor

“Rostos” do movimento, as celebridades Taís Araújo, Cleo Pires, Ciça Guimarães, Preta Gil e Daniella Mercury etc, não se pronunciaram.

Governistas felizes

Soa como música aos ouvidos dos parlamentares, nas conversas com Bolsonaro, a promessa de distribuir com eles os cargos federais nos Estados e em escalões inferiores das administrações direta e indireta.

Mulher no comando

No Senado tem prevalecido a tradição de o maior partido indicar o presidente da Casa. O MDB diminuiu, mas continua com a bancada mais numerosa, que deve referendar o nome de Simone Tebet (MT).

Chances modestas

O veterano tucano Tasso Jereissati (CE) e o novato Davi Alcolumbre (DEM-AP) dão sinais de que adorariam presidir o Senado. Mas as chances são modestas, ao menos por enquanto.

Esse não, esse não…

Contam às risadas, na Transição, que o chefe do PRTB, Levy Fidélix, pretendia lotar o “aerotrem” de convidados para a posse de Jair Bolsonaro. Mas cortaram tantos que vai sobrar lugar no Karmann Ghia.

Fala, preguiça

Jogadores e a imprensa esportiva deveriam se envergonhar queixando-se do calendário da CBF. Enquanto no Brasil a rapaziada engorda nas férias, na Europa há jogos todos os dias. Hoje, amanhã… até no dia 1º.

Pergunta no xilindró

Teve peru e rabanada ontem na carceragem da Polícia Federal?

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