Empatia se aprende na infância

Por Ivana Moreira

Cada pessoa nasce com um determinado número de neurônicos responsáveis pela participação em respostas empáticas, conforme pesquisas científicas já comprovaram. Mas o potencial para se preocupar apropriadamente com os outros (ou não) é moldado em grande parte pelas experiências do começo da vida, desde nascimento até o fim da infância. É isso que relata a psiquiatra americana Helen Riess, em seu recém-lançado livro “The Empathy Effect” (ainda não traduzido para o Brasil). “A empatia é uma característica mutável, pode ser ensinada”, disse ela, em entrevista concedida nos Estados Unidos, após o lançamento. “Todos nós nascemos com um certo dom para ela, que pode ser dramaticamente modificado, dependendo dos fatores ambientais.”

Em outras palavras: os pais podem ensinar empatia aos filhos. E como se faz isso? Sendo modelo para os pequenos. Segundo ela, a forma com os pais tratam as pessoas é a principal referência para eles. É importante criar situações para que as crianças vivenciem o que é se preocupar genuinamente pelo sentimento das outras pessoas.

Experiências concretas

A preocupação com o sentimento de outras crianças, diz a pesquisadora, também é uma forma de praticar a empatia. Se uma criança quebra o brinquedo de outra, um pai não  deve dizer frases como “por que você fez isso? Isso foi feio”.  Uma boa alternativa e dizer “fulano está triste porque você quebrou o brinquedo dele. O que podemos fazer para deixá-lo menos triste?”. Quando agem assim, os pais mostram aos filhos que respeitam os sentimentos deles – e isso é ter empatia pelos próprios filhos. E dá margem para que as crianças aprendam a pedir desculpas sinceras.

No caso das crianças maiorzinhas, Helen recomenda que os pais as levem para visitar creches e asilos para participar de gestos de doação, que são formas concretas de demonstrar preocupação pela situação do outro. A psiquiatra diz que pais devem começar a trabalhar a empatia nos filhos desde quando eles são bebês. Mas lembra que nunca é tarde demais para ensinar uma criança a valorizar os sentimentos dos outros. E o Natal pode ser uma data ótima para praticar.

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