Uma vergonha de postal

Por André Machado

A Paulista traduz São Paulo. Rua das Flores, Curitiba. Felipe Schmidt é a cara de Florianópolis. A rua mais famosa de Porto Alegre é a Rua da Praia…. e ela é o melhor retrato da cidade. Com boas ideias que não saem do papel, a outrora charmosa via é uma bagunça só. É impossível caminhar por lá. O calçadão está tomado por ambulantes e bugigangas. Fossem artesãos, poderia haver uma poesia. Só que se trata, de fato, de muamba. Material fruto de contrabando ou descaminho.

Impostos perdidos. Dados da Fecomércio-RS apontam que a pirataria movimenta por ano mais de R$ 10 bilhões apenas em Porto Alegre. O prejuízo para a arrecadação e para a cidade é evidente, assim como para qualquer comerciante que tenha um estabelecimento comercial por ali.


Conivência. A responsabilidade pela invasão de piratas é da administração municipal. Desde quando? Talvez ninguém saiba exatamente, mas cabe lembrar que o Centro já esteve quase sem camelôs quando da criação do Centro Popular de Compras, na gestão de José Fogaça.

Feio. Desculpem, mas a Rua da Praia está uma vergonha.

Será difícil. Não se desenha fácil a negociação dos rodoviários com as empresas de ônibus para 2019. Ano após ano, o setor vem sofrendo com a perda de passageiros e não consegue nem mesmo se adequar integralmente ao último edital. A data-base é fevereiro e sempre envolve o aumento da tarifa.

Perde o carnaval. Com pouco espaço para atuação, o secretario municipal adjunto da Cultura, Leonardo Maricato, pode estar arrumando as gavetas. Tem convites para atuar no Estado e no Governo Federal. Ligado ao DEM, Maricato é um dos poucos que fala a mesma língua das escolas de samba na administração Marchezan.

Joio e trigo. Não confunda o que ocorre com o médium João de Deus com a rotina dos centros espíritas. Quando procurar uma casa, procure uma vinculada à Federação Espírita.

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