Minas volta ao Ministério

Por Carlos Lindenberg

A indicação de Marcelo Álvaro Antônio (PSL) para o Ministério do Turismo não apenas homenageia o deputado mais votado em Minas Gerais na última eleição, como quebra o jejum do estado com o governo federal. Com o efeito, no último pleito, coordenando a campanha de Jair Bolsonaro no Estado, Marcelo recebeu 230 mil votos. Filho do ex-deputado Álvaro Antônio, cuja base eleitoral praticamente se concentrava no Barreiro, região da capital, Marcelo chegou a ser candidato na última eleição municipal à prefeitura de Belo Horizonte. Não deu. Mas aprendeu a lição de que o bom cabrito não berra. E esperou a sua vez.

Logo que Bolsonaro se ensaiou como candidato, Marcelo Álvaro Antônio foi indicado como coordenador da campanha do então deputado pelo Rio de Janeiro e, como sói acontecer, se deu bem. Bolsonaro ganhou no Estado e ele foi o deputado mais votado. Sempre trabalhando nos bastidores, sem colocar o carro adiante dos bois, Marcelo Álvaro Antônio foi indicado ontem para o Ministério do Turismo, junto com os futuros ministros Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional) e Osmar Terra (Cidadania). Na mesma toada, Marcelo resgata para Minas a participação de um mineiro no primeiro plano do governo federal, alijado que foi o estado desde que Michel Temer (MDB) assumiu após o golpe que derrubou a então presidente Dilma Rousseff (PT). E olha que não faltou pressão da bancada mineira para que Temer nomeasse um mineiro para um dos seus 29 ministérios – ele simplesmente ignorou a pressão e até apelos, ao que dizem, por ter feito um acordo com seu parceiro na queda de Dilma, Aécio Neves, para que nenhum mineiro fosse elevado à condição de ministro.

O ex-governador Newton Cardoso até tentou nomear seu filho, o deputado Newton Cardoso Júnior, ministro da Defesa, mas não teve sorte e Minas ficou ao léu. Aliás, Michel Temer só veio a Minas quase dois anos após a sua ascensão ao lugar de Dilma para uma solenidade em que acabou ouvindo o que não queria do governador Fernando Pimentel (PT) sobre a dívida de Minas  com o governo federal. Enfim, Minas volta ao Ministério. E tem o que mostrar sobre as diversas modalidades do Turismo, desde o religioso, com as Igrejas coloniais, ao profano, como o carnaval de rua de Belo Horizonte.

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