Custo da COP-25 fez Bolsonaro vetar o evento

Por Cláudio Humberto

A decisão do Brasil de retirar a oferta para sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-25, foi do novo governo de Jair Bolsonaro. O Ministério das Relações Exteriores consultou o futuro chanceler Ernesto Araújo, que levou o assunto ao presidente eleito. Para sediar o evento, o presidente eleito teria de se comprometer a bancar seus custos, estimados em US$ 100 milhões (R$ 400 milhões). Mas poderia atingir quase meio bilhão de reais.

Assim não dá

Apesar de oferecer o Brasil para sediar a COP-25, o governo Michel Temer só colocou R$ 15 milhões no orçamento de 2019 para o evento.

Que dinheiro?

Para juntar quase meio bilhão de reais dos custos da COP-25, o governo teria de sacar dinheiro do Tesouro e do Fundo do Clima.

Trabalho inútil

O Itamaraty teve trabalho para garantir a COP-25 no Brasil. Conseguiu apoio unânime no continente, inclusive da intratável Venezuela.

Só que não

A confirmação do evento foi celebrada pelo governo Temer como prova da “liderança mundial” do Brasil em iniciativas sobre o tema.

Procurador diverge do TCU: fichas sujas, não

Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira discorda da posição predominante dos ministros de não avaliar ações para afastar candidatos fichas sujas de disputas pela direção em órgãos do Sistema S. Recentemente, o TCU se negou a avaliar a eleição da CNC, confederação do comércio que recebe do governo federal R$ 10 bilhões anuais em recursos públicos.

TCU não pode permitir

“Não deve o TCU permitir que tal investidura ocorra mediante a prática de graves irregularidades”, opinou Júlio Marcelo em parecer.

Deu no que deu

A omissão dos ministros beneficiou novos dirigentes da CNC como José Tadros, presidente, que responde a 62 processos no próprio TCU.

Chave do cofre

Eleito na CNC sob os auspícios do TCU, José Tadros se candidatou à presidência do conselho do Sebrae, cujo orçamento é R$ 3,4 bilhões.

Um técnico na Cultura

Ex-secretário nacional de Infraestrutura Cultural, o pernambucano Alfredo Bertini é o preferido para ministro da Cultura dos valentes eleitores de Bolsonaro no meio. Técnico, gestor experiente e afinado com os ideais liberais, colaborou reservadamente com Paulo Guedes.

Eleição sem chapas

Será individual, e não por chapa, a eleição para cada um dos cargos de direção no Sebrae Nacional, nesta quinta (29). O favorito para diretor-presidente é João Henrique Souza, um craque como gestor.

Não era bem assim

Deputado não-reeleito e ex-ministro, Carlos Melles (DEM-MG) registrou candidatura com pinta de contar com apoio do governo Bolsonaro. Mas o futuro multi-ministro Paulo Guedes (Fazenda) tinha outro nome.

Prisão ilusória

A manutenção da condenação e pena de 8 anos e 10 meses de prisão a José Dirceu é daquelas que nada mudam. O ex-ministro petista tem outra condenação em 2ª instância, mas está livre por decisão do STF.

Então é Natal

Convenientemente, a negociação salarial de funcionários de empresas aéreas coincide com festas e férias de fim de ano, tornando a greve um elemento de chantagem. A pelega faz assembleia nesta quinta.

Sensibilidade seletiva

O ministro Ricardo Lewandowski (STF), que votou a favor do aumento do próprio salário, com impacto bilionário nas contas públicas, diz estar preocupado com custo de presos na atual situação financeira do Brasil.

Fonte segura

Ex-ministro da Justiça, o ministro Alexandre de Moraes (STF) disse que 70% da mulheres são presas por tráfico de drogas. Muitas aderem ao crime, diz ele, para pagar pela “segurança” dos companheiros presos.

Quase 80 anos

No Brasil, o imposto sindical foi criado na década de 1940, na ditadura Vargas, e só foi extinto com a reforma trabalhista do governo Temer, em 2017. São quase 80 anos de cobranças contra o trabalhador.

Pensando bem…

…livre, leve e solto, apesar de duas condenações em segunda instância, o reeducando Zé Dirceu já está bem ressocializado.

poder sem pudor Arte / Metro Jornal
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