Vamos discutir a saúde do homem?

Por Angélica Banhara
Bigode Novembro Azul

A campanha Novembro Azul direciona os holofotes para os números alarmantes do câncer de próstata. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse câncer é o segundo mais comum entre homens, com aproximadamente 70 mil novos casos anuais no país, e o segundo em número de mortes. No estágio inicial, a doença pode não apresentar sintomas, daí a importância do check-up anual com o urologista a partir dos 50 anos, explica o médico Francisco Carnevale, especialista em Cirurgia Endovascular e Radiologia Intervencionista, de São Paulo.

"O check-up com o urologista incluirá a avaliação da história clínica do paciente, exame físico (toque retal) e exame de sangue (dosagem de PSA, proteína produzida pela próstata).”

No caso do câncer de próstata, o tratamento (acompanhamento, radioterapia, hormonioterapia ou cirurgia) deve ser discutido com o especialista (urologista ou oncologista) e dependerá do estágio da doença.

A incidência desse tipo de câncer aumenta conforme a idade avança, mas há outros fatores de risco: hereditariedade (familiares com doença antes dos 60 anos), obesidade, fumo e sedentarismo.

Adotar alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, parar de fumar e realizar exames anuais ajudam na prevenção não apenas do câncer de próstata, mas de doenças cardíacas, diabetes e hipertensão.

Esses não são, no entanto, os únicos problemas relacionados à saúde masculina. Um em cada dois homens acima dos 50 anos sofre com Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB), o aumento da glândula causado por fatores hormonais. "A próstata aumentada pressiona o canal da bexiga e causa não só dificuldade para urinar, como faz com que os homens acordem várias vezes à noite para ir ao banheiro, prejudicando o sono e colocando a saúde em risco”, diz Carnevale. Segundo pesquisa da Universidade Emory, em Atlanta (EUA), homens que levantavam três ou mais vezes por noite apresentaram maior risco de mortalidade por causas diversas.

Para tratar a HPB, uma das técnicas disponíveis e menos invasivas é a embolização das artérias da próstata. Este procedimento, com 90% de sucesso no alívio dos sintomas de pacientes com dificuldade para urinar, consiste na introdução de um cateter guiado por raios-x pela artéria da virilha até os vasos da glândula, com deposição de microesferas de resina que bloqueiam a chegada de sangue ao local. Isto causa uma espécie de infarto benigno. Como consequência, há a redução de aproximadamente 40% da próstata e melhora significativa dos sintomas urinários.

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